O acidente ocorreu poucos minutos após a decolagem
(Imagem: Globocop)
Um avião de pequeno porte caiu na tarde desta segunda-feira (4) após colidir contra um prédio residencial no bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte (MG). O acidente ocorreu poucos minutos após a decolagem, e mobilizou equipes de resgate.
De acordo com informações mais detalhadas, a aeronave decolou do Aeroporto da Pampulha às 12h16. Cerca de 4 a 5 minutos depois, por volta das 12h21, o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender à ocorrência.
O avião caiu na Rua Ilacir Pereira Lima, na altura do número 667, após atingir um prédio residencial de três andares e cair no estacionamento, que fica em frente a um supermercado.
Testemunhas relataram que a aeronave voava muito baixo antes do impacto, e imagens mostram um buraco aberto na estrutura do edifício após a colisão.
Vítimas confirmadas
Segundo as primeiras atualizações oficiais do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, duas mortes foram confirmadas no momento do socorro: o piloto Wellington de Oliveira, de 34 anos, e do empresário Fernando Moreira Souto, de 36 anos, que estava no banco do copiloto. Outras três pessoas foram socorridas com vida, mas em estado grave. À noite foi confirmada a morte do empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos.
O filho de Leonardo, o advogado Arthur Schaper Berganholi, também estava no avião e é um dos sobreviventes. Hermerson Cleiton Almeida Souza, de 53 anos, administrador, é o outro passageiro. Ele e Arthur permanecem internados.
Não há registro de nenhum morador do prédio que tenha sido ferido com o impacto do avião.
Filho do prefeito de Jequitinhonha morreu no acidente
Fernando Moreira Souto, que morreu logo após a queda do avião, era filho do prefeito da cidade de Jequitinhonha (MG), Nilo Souto (PDT), eleito em 2024. Ele era médico veterinário e administrava a Agro-Souto, uma empresa de alimentos para animais criada em 2015 no Vale do Jequitinhonha.
Atendimento e operação de resgate
O Corpo de Bombeiros mobilizou ao menos quatro viaturas para o local, onde atuou em ações de salvamento, controle de riscos e avaliação estrutural do prédio atingido.
A Polícia Militar também isolou a área para garantir a segurança e facilitar o trabalho das equipes. Inicialmente, houve preocupação com risco de explosão por combustível, mas a situação foi controlada.
De acordo com os bombeiros, não há risco de desabamento do edifício, apesar dos danos estruturais causados pelo impacto.
Possíveis causas
As causas do acidente ainda são investigadas. Informações preliminares indicam que o piloto relatou problemas técnicos logo após a decolagem e tentou retornar ao aeroporto, sem sucesso.
A aeronave não teria conseguido ganhar altitude, o que pode ter contribuído para a queda em área urbana.
Caso segue em investigação
O acidente aconteceu em uma região movimentada e próxima a uma escola, o que aumentou a preocupação das autoridades.
As investigações devem apurar as circunstâncias da queda.
Conforme os registros da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), trata-se de um avião modelo EMB-721C de 1979, registrado em nome de Flavio Loureiro Salgueiro. Com capacidade para até cinco passageiros, além do piloto, a aeronave não tinha autorização para operação de táxi aéreo.
ATUALIZADA EM 05/05/2026 ÀS 9H30