O Sistema Cantareira registrou 42,51% do volume útil
(Imagem: Divulgação Governo do Estado de SP)
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) informou que o Sistema Cantareira continuará operando na Faixa 2 – Atenção a partir de 1º de maio de 2026, conforme decisão conjunta com a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas).
A medida segue os critérios estabelecidos pela Resolução Conjunta nº 925, de 29 de maio de 2017, que regula a operação do principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo.
Segundo dados atualizados em 30 de abril de 2026, o Sistema Cantareira registrou 42,51% do volume útil, praticamente estável em relação aos 43,62% observados em 31 de março. Como o índice permaneceu acima do limite de 40%, foi mantida a operação na faixa de atenção para maio.
Nessa condição, a Sabesp está autorizada a retirar até 31 metros cúbicos por segundo (m³/s) do sistema — abaixo do limite de 33 m³/s permitido em condições normais.
Regras operacionais e gestão
Durante o chamado período úmido, que se estende até maio, a liberação de vazões para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) ocorre com maior flexibilidade, seguindo comunicados da SP Águas.
Além disso, como medida adicional, a Sabesp pode utilizar a água transposta do reservatório da Usina Hidrelétrica Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, respeitando os limites outorgados. A tendência, segundo as agências, é manter essa estratégia para reforçar os níveis do sistema.
Recomendações e uso racional
A ANA e a SP Águas reforçam a necessidade de gestão da demanda e uso consciente da água, tanto por parte das concessionárias quanto da população e demais usuários. O objetivo é reduzir perdas e preservar os níveis dos reservatórios, especialmente em um cenário ainda considerado de atenção.
Importância do Cantareira
O Sistema Cantareira é responsável por abastecer cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo, além de contribuir para o atendimento de municípios das bacias PCJ, como Campinas.
O complexo é formado por cinco reservatórios interligados — Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro — e possui volume útil total de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, conta com a interligação com a represa da UHE Jaguari, o que amplia a segurança hídrica da região.
Monitoramento contínuo
A gestão do sistema é compartilhada entre ANA e SP Águas, que acompanham diariamente indicadores como nível dos reservatórios, vazões e armazenamento. As regras atuais foram definidas após a crise hídrica de 2014/2015, com o objetivo de garantir maior previsibilidade e segurança no abastecimento.
A situação segue sob monitoramento e novas definições operacionais podem ocorrer conforme a evolução dos níveis ao longo dos próximos meses.