Mundial começa em junho
(Imagem: Freepik)
A Copa do Mundo de 2026, que começa em junho e será realizada de forma inédita em três países — Estados Unidos, Canadá e México — promete ir além do impacto esportivo e aquecer o turismo internacional. A expectativa é de um evento recorde: a FIFA projeta mais de 5 milhões de visitantes ao longo da competição e um impacto econômico superior a US$ 11 bilhões apenas nos países-sede.
Para o mercado brasileiro, o reflexo já começa a ser percebido na procura por viagens. Segundo Luís Abrahão Neto, à frente da Top Service Incentive Travel, a demanda cresce significativamente em anos de Copa.
“Por ser o maior evento esportivo do mundo, que acontece a cada quatro anos, existe uma expectativa natural. Isso se traduz em aumento de procura por pacotes e experiências ligadas aos jogos”, afirmou.
De acordo com o especialista, trata-se de um turismo de alto valor agregado, que encontra forte aderência em regiões como Alphaville. “É um público que vai viajar, fazer turismo e assistir um jogo da Copa. No meu negócio, que se tange à incentivos, existe uma procura muito grande das empresas”.
Entre os destinos mais procurados, a tendência é de concentração nos Estados Unidos. Cidades como Miami, Nova York e Filadélfia aparecem no topo da lista, tanto pela infraestrutura turística quanto pela realização de partidas da seleção brasileira na fase de grupos. “Miami, por exemplo, já é um destino consolidado entre brasileiros, com oferta de lazer, compras e proximidade com outros polos como Orlando”, explicou.
Apesar do interesse elevado, o planejamento é decisivo para viabilizar a viagem. Segundo o especialista, deixar a organização para a última hora pode encarecer significativamente o pacote. “Ingressos, passagens e hospedagem tendem a subir muito conforme a data se aproxima. Quem se antecipa consegue melhores condições e mais opções de roteiro”, orientou.
Muito além dos jogos
Mesmo com o futebol como principal motivação, a Copa acaba ampliando o roteiro dos viajantes. Segundo Abrahão Neto, a experiência vai além das partidas.
“Quem vai para a Copa acaba vivendo muito mais do que os jogos. Em cidades como Nova York, é possível assistir a espetáculos na Broadway, visitar museus ou até acompanhar outras partidas. Em Miami, por exemplo, o turista combina praias, gastronomia e compras. No fim, é uma viagem completa, com diversas experiências que tornam tudo ainda mais enriquecedor”, afirmou.