Mona Camargo e seu filho Salvador
(Imagem: Divulgação)
Depois de lançar em Portugal uma linha de camisetas com mensagens de apoio à inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a produtora cultural Mona Camargo traz o projeto Monami ao Brasil com um propósito ainda mais amplo.
A iniciativa, que nasceu da vivência pessoal, hoje busca promover não apenas a conscientização sobre o autismo, mas também dar visibilidade à saúde mental materna e apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Paulistana criada em Alphaville e mãe de Salvador, de 7 anos, diagnosticado com TEA em 2020, Mona vive em Portugal há mais de uma década. Após enfrentar episódios de preconceito e falta de acolhimento em locais públicos, ela se tornou ativista da causa. “Vi que era necessário formar educadores, adaptar conteúdos e combater o bullying”, relembra.
No Brasil, a Monami amplia seu alcance ao unir moda, consciência social e geração de renda. As camisetas são produzidas por mulheres atendidas por coletivos como Retece e C.U.P.I.N.S., ligados ao Instituto Ecotece, com foco em economia solidária e sustentabilidade. “A moda pode e deve ser um veículo de transformação social. No meu caso, começou como uma necessidade pessoal e se tornou uma causa coletiva”, afirma Mona.
A primeira coleção traz a frase “Mãe Atípica” como símbolo de representatividade e empoderamento. O nome “Monami” vem do kimbundo, língua angolana, e significa “meu filho”. “Queremos vestir as pessoas com histórias”, resume a idealizadora.
O lançamento no Brasil aconteceu na Feira na Rosenbaum, em Pinheiros (SP), e agora as peças também chegam a Alphaville. Mais informações: @monami.pt.