Ação foi feita em parceria com o sistema Muralha Paulista
(Imagem: Governo de SP/Divulgação)
Um homem suspeito de envolvimento no roubo de obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, na República, no centro de São Paulo, foi preso nesta segunda-feira (8) pela Polícia Civil. Ele foi localizado na segunda-feira (8) na região central da cidade.
O suspeito foi identificado após um trabalho de investigação e análise de câmeras de segurança que registraram a ação criminosa no domingo (7). As imagens capturadas pelo Smart Sampa, da Prefeitura Municipal de São Paulo, apontaram o suspeito no dia anterior. Com as informações do programa Muralha Paulista, que apontou quem era aquele homem capturado nas imagens, os policiais conseguiram chegar até ele.
O suspeito foi localizado por equipes da 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), que ainda estão nas ruas em busca das obras de arte roubadas. O segundo suspeito segue sendo procurado pelas autoridades policiais.
A dupla invadiu o local, conhecido por ser a maior biblioteca do país, rendeu um vigilante e um casal de idosos e colocou documentos e oito quadros em uma sacola de lona. Posteriormente, eles fugiram pela saída principal.
A Polícia Militar foi acionada imediatamente e realizou buscas pela região, mas não encontrou os suspeitos.
O caso foi registrado 2° Distrito Policial, no Bom Retiro, mas as investigações prosseguiram pela 1ª Cerco. O homem detido hoje está sendo encaminhado à delegacia, onde o caso será registrado.
Muralha Paulista
O Programa Muralha Paulista é uma iniciativa da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, criada oficialmente pelo Decreto nº 68.828, de 4 de setembro de 2024. Seu objetivo é usar ações de inteligência para controlar a mobilidade do crime e tornar as operações policiais mais eficazes, integrando tecnologias de monitoramento. Até outubro deste ano, roubos, latrocínios e homicídios registraram os menores índices desde o início da série histórica desde 2001.
As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça. Também contribuem para localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados por meio da leitura e análise de placas.
Atualmente, 93 mil câmeras de 340 municípios estão conectadas ao sistema. Dessas, 66 mil são de monitoramento em tempo real, 20 mil fazem leitura automática de placas e 7 mil operam com reconhecimento facial. Outros 263 municípios já aderiram ao programa e estão em fase de integração.