(Tiago Queiroz/Estadão)
Nesta sétima edição do estudo, enquanto os seis primeiros colocados do ranking - São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, nesta ordem - mantiveram as respectivas posições, o Ceará aparece como um dos destaques, em sétimo lugar, sendo o único Estado do Nordeste entre os dez primeiros colocados (mais informações no quadro desta página).
O Nordeste ultrapassou o Centro-Oeste, impulsionado por Ceará e Pernambuco, e aparece na terceira posição entre as regiões, atrás do Sudeste e do Sul. O destaque negativo foi o Maranhão, que ocupa o último lugar.
O objetivo do Índice de Inovação é mapear os principais aspectos relacionados à inovação de todos os Estados brasileiros (mais o Distrito Federal) nas cinco regiões.
O índice é estruturado em duas dimensões: capacidades e resultados. Ele avalia infraestrutura, investimentos em ciência e tecnologia, qualificação do capital humano, solidez institucional, produção científica, geração de propriedade intelectual e dinamismo empreendedor.
O cenário visto em 2025 é resultado de um processo gradual dos últimos anos com a ampliação de polos de capital humano e investimentos em ciência e tecnologia, afirma o gerente do Observatório da Indústria do Ceará e coordenador do estudo, Guilherme Muchale.
'Subinvestimento'
Segundo Muchale, as regiões Sul e Sudeste têm uma infraestrutura de base construída ao longo de décadas, com parques tecnológicos e uma cultura empreendedora enraizada. No entanto, mesmo com o problema de "subinvestimento histórico", o Nordeste conseguiu acelerar o crescimento de ecossistemas de inovação.
Ceará, Pernambuco e Bahia são destaque entre os 15 melhores do País no ranking geral. A Paraíba, embora esteja na 16.ª posição, ganhou relevância em propriedade intelectual. Já o Piauí, no 19 º lugar, avançou em solidez institucional.
"Há uma concentração de Estados do Norte e Nordeste ainda nas últimas posições, mas a região vem mostrando avanços expressivos", observa Muchale.
Nesta década, Mato Grosso do Sul foi o Estado que registrou o maior avanço entre as unidades federativas. O Estado subiu da 16 ª posição em 2021 para a 11.ª em 2025. O desempenho inclui ganhos em infraestrutura, capital humano e resultados de inovação, além da ampliação do ecossistema empreendedor e do fortalecimento de setores estratégicos ligados à indústria e à agropecuária de base tecnológica.
Segundo o estudo, o crescimento de Mato Grosso do Sul reflete também melhores condições para a expansão de programas de pós-graduação e maior participação de empresas locais em inovação.
No caso do Ceará, Muchale aponta a solidez fiscal do Estado, o avanço em ciência e tecnologia e a atração de projetos da iniciativa privada como fatores decisivos para a movimentação. Além disso, há uma consolidação da educação superior com a ampliação de programas de mestrado e doutorado.
"Isso fortalece tanto as capacidades de inovação quanto os resultados. Porque há presença mais forte de setores intensivos em tecnologia e criatividade", afirma. Ainda segundo o especialista, a instalação de data centers, somada ao crescimento de outros projetos, também contribuiu para diversificar a base produtiva e elevar a intensidade tecnológica das exportações cearenses.
Desafios
Mesmo com o avanço, o coordenador pondera que ainda existem desafios estruturais. Ele cita o fortalecimento do empreendedorismo inovador no Estado, o apoio às empresas em relação à propriedade intelectual e interação com as universidades no longo prazo.
Se, por um lado, alguns Estados da região avançaram, outros perderam terreno. De acordo com o levantamento, o Maranhão caiu da 23.ª posição em 2024 para o 27.º e último lugar este ano. O Estado registrou recuo em infraestrutura, capital humano e financiamento, sugere o estudo.
"Muitas vezes, em situações de restrição orçamentária, os investimentos em C&T (ciência e tecnologia) acabam sendo cortados, porque não são obrigatórios, o que gera volatilidade nos resultados", explica Muchale, que acrescenta que "o índice vem sendo usado como bússola por formuladores de políticas públicas, gestores empresariais e instituições de fomento".
O Nordeste ultrapassou o Centro-Oeste, impulsionado por Ceará e Pernambuco, e aparece na terceira posição entre as regiões, atrás do Sudeste e do Sul. O destaque negativo foi o Maranhão, que ocupa o último lugar.
O objetivo do Índice de Inovação é mapear os principais aspectos relacionados à inovação de todos os Estados brasileiros (mais o Distrito Federal) nas cinco regiões.
O índice é estruturado em duas dimensões: capacidades e resultados. Ele avalia infraestrutura, investimentos em ciência e tecnologia, qualificação do capital humano, solidez institucional, produção científica, geração de propriedade intelectual e dinamismo empreendedor.
O cenário visto em 2025 é resultado de um processo gradual dos últimos anos com a ampliação de polos de capital humano e investimentos em ciência e tecnologia, afirma o gerente do Observatório da Indústria do Ceará e coordenador do estudo, Guilherme Muchale.
'Subinvestimento'
Segundo Muchale, as regiões Sul e Sudeste têm uma infraestrutura de base construída ao longo de décadas, com parques tecnológicos e uma cultura empreendedora enraizada. No entanto, mesmo com o problema de "subinvestimento histórico", o Nordeste conseguiu acelerar o crescimento de ecossistemas de inovação.
Ceará, Pernambuco e Bahia são destaque entre os 15 melhores do País no ranking geral. A Paraíba, embora esteja na 16.ª posição, ganhou relevância em propriedade intelectual. Já o Piauí, no 19 º lugar, avançou em solidez institucional.
"Há uma concentração de Estados do Norte e Nordeste ainda nas últimas posições, mas a região vem mostrando avanços expressivos", observa Muchale.
Nesta década, Mato Grosso do Sul foi o Estado que registrou o maior avanço entre as unidades federativas. O Estado subiu da 16 ª posição em 2021 para a 11.ª em 2025. O desempenho inclui ganhos em infraestrutura, capital humano e resultados de inovação, além da ampliação do ecossistema empreendedor e do fortalecimento de setores estratégicos ligados à indústria e à agropecuária de base tecnológica.
Segundo o estudo, o crescimento de Mato Grosso do Sul reflete também melhores condições para a expansão de programas de pós-graduação e maior participação de empresas locais em inovação.
No caso do Ceará, Muchale aponta a solidez fiscal do Estado, o avanço em ciência e tecnologia e a atração de projetos da iniciativa privada como fatores decisivos para a movimentação. Além disso, há uma consolidação da educação superior com a ampliação de programas de mestrado e doutorado.
"Isso fortalece tanto as capacidades de inovação quanto os resultados. Porque há presença mais forte de setores intensivos em tecnologia e criatividade", afirma. Ainda segundo o especialista, a instalação de data centers, somada ao crescimento de outros projetos, também contribuiu para diversificar a base produtiva e elevar a intensidade tecnológica das exportações cearenses.
Desafios
Mesmo com o avanço, o coordenador pondera que ainda existem desafios estruturais. Ele cita o fortalecimento do empreendedorismo inovador no Estado, o apoio às empresas em relação à propriedade intelectual e interação com as universidades no longo prazo.
Se, por um lado, alguns Estados da região avançaram, outros perderam terreno. De acordo com o levantamento, o Maranhão caiu da 23.ª posição em 2024 para o 27.º e último lugar este ano. O Estado registrou recuo em infraestrutura, capital humano e financiamento, sugere o estudo.
"Muitas vezes, em situações de restrição orçamentária, os investimentos em C&T (ciência e tecnologia) acabam sendo cortados, porque não são obrigatórios, o que gera volatilidade nos resultados", explica Muchale, que acrescenta que "o índice vem sendo usado como bússola por formuladores de políticas públicas, gestores empresariais e instituições de fomento".
IR 2026
UNIP Alphaville oferece atendimento gratuito para declaração do Imposto de Renda em maio
Direito do consumidor
Sabesp é obrigada a instalar equipamentos contra ar em tubulações em cidades paulistas
Clima
Feriado de 1º de maio deve ter tempo firme, mas no domingo o clima esfria
Movimento nas estradas
Concessionárias alertam para alto volume de veículos durante o feriado de 1º de maio
Feriado
Confira o que abre e fecha no Dia do Trabalhador
Segurança
Operação Muralha Paulista captura 34 foragidos e realiza prisões em flagrante
Ação policial
Polícia de SP devolve mais de 380 celulares roubados
Novidade
Marco Vinholi estreia na Jovem Pan com programa voltado ao empreendedorismo
Ferramenta
Região já registra alertas de insegurança no Waze em trechos de grande movimento
Tráfego
ViaOeste libera novo acesso no Trevo de Alphaville nesta quarta (29)