Na última semana, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou a primeira morte por sarampo na Região Metropolitana de São Paulo. A vítima foi uma menina de quatro meses, que morava em Osasco. Até o momento, já são quatro mortes em todo o país.
Barueri e Santana de Parnaíba anotam, juntas, 86 casos confirmados da doença. No primeiro município citado até quinta-feira (5) eram 63 confirmados e 260 sob investigação. Em Parnaíba, 23 ocorrências no total, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Até o momento, as cidades não têm nenhuma morte registrada.
O Ministério da Saúde anunciou na quarta-feira (4) que o País registrou um aumento de 18% nas ocorrências de sarampo e vai oferecer para os Estados cápsulas de vitamina A para casos suspeitos da doença em bebê com menos de 6 meses, faixa etária que não pode ser imunizada e que corre mais risco de ter complicações ou de morrer.
Em apenas uma semana, o Estado teve um aumento de 21% no número de casos de sarampo. Segundo balanço divulgado pela Secretaria da Saúde nesta quarta-feira (4), subiu para 2.982 ante 2.457 da semana anterior. Na capital são 1.883 confirmados.
Imunização
Para atender a demanda da cidade, Barueri solicita todas as semanas doses extras da vacina contra sarampo para a realização de bloqueios e para seguir com a imunização do público-alvo. Porém, de acordo com a gestão: "não há como calcular quantas doses são necessárias e nem o Grupo de Vigilância Epidemiológica Osasco (GVE), responsável pela distribuição na região, envia o número solicitado. O órgão tem distribuído as vacinas conforme estão chegando."
Em nota, o GVE informou que na quarta-feira (4), o município recebeu 3.000 doses e Santana de Parnaíba outras 1.000.
Ainda segundo Struchiner, tomar a vacina ainda é a principal forma de evitar o problema. "Ficar longe de aglomerações também pode ajudar. Já para as crianças que estão fora da faixa etária vacinal, a amamentação é um primeiro fator de proteção, no caso da mãe já ter sido imunizada, e ter todas as pessoas que convivem com o bebê vacinadas também é importante", ressaltou.
O Ministério da Saúde anunciou na quarta-feira (4) que o País registrou um aumento de 18% nas ocorrências de sarampo e vai oferecer para os Estados cápsulas de vitamina A para casos suspeitos da doença em bebê com menos de 6 meses, faixa etária que não pode ser imunizada e que corre mais risco de ter complicações ou de morrer.
Em apenas uma semana, o Estado teve um aumento de 21% no número de casos de sarampo. Segundo balanço divulgado pela Secretaria da Saúde nesta quarta-feira (4), subiu para 2.982 ante 2.457 da semana anterior. Na capital são 1.883 confirmados.
Imunização
Para atender a demanda da cidade, Barueri solicita todas as semanas doses extras da vacina contra sarampo para a realização de bloqueios e para seguir com a imunização do público-alvo. Porém, de acordo com a gestão: "não há como calcular quantas doses são necessárias e nem o Grupo de Vigilância Epidemiológica Osasco (GVE), responsável pela distribuição na região, envia o número solicitado. O órgão tem distribuído as vacinas conforme estão chegando."
Em nota, o GVE informou que na quarta-feira (4), o município recebeu 3.000 doses e Santana de Parnaíba outras 1.000.
Especialista
De acordo com o pesquisador e médico epidemiologista Claudio Struchiner, da FGV EMAp, o retorno de doenças como sarampo, rubéola, não só no Brasil, mas no mundo, está ligado à resistência da população à vacinação. "Existem várias hipóteses que vêm sendo estudadas para este comportamento adotado, como resistência de origem de religiosa, rejeição a colocar um corpo estranho no organismo e ainda a questão da percepção de risco, ou seja, achar que nunca vai pegar a doença", explicou à Folha de Alphaville.
De acordo com o pesquisador e médico epidemiologista Claudio Struchiner, da FGV EMAp, o retorno de doenças como sarampo, rubéola, não só no Brasil, mas no mundo, está ligado à resistência da população à vacinação. "Existem várias hipóteses que vêm sendo estudadas para este comportamento adotado, como resistência de origem de religiosa, rejeição a colocar um corpo estranho no organismo e ainda a questão da percepção de risco, ou seja, achar que nunca vai pegar a doença", explicou à Folha de Alphaville.
Ainda segundo Struchiner, tomar a vacina ainda é a principal forma de evitar o problema. "Ficar longe de aglomerações também pode ajudar. Já para as crianças que estão fora da faixa etária vacinal, a amamentação é um primeiro fator de proteção, no caso da mãe já ter sido imunizada, e ter todas as pessoas que convivem com o bebê vacinadas também é importante", ressaltou.
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