Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026
(Imagem: Perfil oficial Deolane Facebook)
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, moradora de Alphaville, tornou-se ré em uma ação penal após decisão da Justiça de São Paulo proferida nesta quinta-feira (18), quando foi aceita a denúncia apresentada pelo Ministério Público estadual.
Também tornaram-se réus outros investigados, entre eles Marco Willian Herbas Camacho (Marcola), além de Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior e Everton de Sousa.
A decisão foi assinada pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau, no interior paulista, e formalizou a abertura da ação penal. A partir dessa data, os investigados passaram a responder como réus e devem apresentar defesa no prazo de 10 dias após a citação pessoal.
A investigação teve início em 2019, após a apreensão de manuscritos no presídio de Presidente Venceslau, e avançou ao longo dos anos com análise de dados financeiros e relatórios técnicos de órgãos especializados em combate à lavagem de dinheiro.
Ao aceitar a denúncia, a Justiça também determinou que os réus fossem citados pessoalmente, dando início à fase processual de produção de provas e apresentação de defesa.
Segundo o Ministério Público, a Transportadora Lado a Lado teria sido utilizada como instrumento de branqueamento de recursos atribuídos à organização criminosa. A acusação aponta que Deolane seria destinatária de repasses fracionados provenientes da empresa investigada.
Relatórios do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) indicam movimentações financeiras na ordem de R$ 27 milhões, consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada da influenciadora.
Ainda conforme a denúncia, a projeção pública de Deolane teria sido utilizada como mecanismo de legitimação para inserção de valores no sistema financeiro formal.
A investigação foi conduzida pelo Gaeco de Presidente Prudente (SP), núcleo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.
A influenciadora está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026, em Tupi Paulista (SP). A Justiça também rejeitou pedido de transferência solicitado pela defesa.
O Ministério Público argumentou ainda que não cabe prisão domiciliar em casos envolvendo organização criminosa com atuação violenta.
A defesa de Deolane Bezerra nega as acusações e afirma que irá demonstrar a inocência da influenciadora ao longo do processo. Pela legislação brasileira, a decisão não representa condenação, mas o início da ação penal, que seguirá para fase de instrução e julgamento.