35% disseram acreditar que o hexa virá nesta edição da Copa
(Imagem: Freepik Magnific)
A poucas horas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, uma pesquisa Quaest revela que o torcedor brasileiro segue dividido entre a esperança e a cautela. Embora a confiança no trabalho do técnico Carlo Ancelotti tenha crescido significativamente nos últimos meses, a maioria da população ainda não acredita que o Brasil conquistará o tão sonhado hexacampeonato.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (11) mostra que 56% dos entrevistados afirmaram não acreditar na conquista do título mundial pela Seleção Brasileira. Já 35% disseram acreditar que o hexa virá nesta edição da Copa, enquanto 9% não souberam ou preferiram não responder.
Os números representam uma melhora significativa em relação ao levantamento realizado pela própria Quaest em abril. Na ocasião, apenas 25% acreditavam no hexa, enquanto 68% demonstravam descrença na conquista. O avanço de dez pontos percentuais sugere que os resultados recentes da Seleção e a proximidade do torneio contribuíram para aumentar a confiança dos torcedores.
Apesar do predomínio do pessimismo, os resultados mostram que a confiança varia de acordo com a região do país. O Nordeste aparece como a região mais otimista, com 41% dos entrevistados acreditando no título brasileiro. Na sequência vêm as regiões Centro-Oeste e Norte, onde 40% apostam no hexa. Em ambos os casos, porém, o percentual dos que não acreditam na conquista ainda é maior, chegando a 49%.
No Sudeste, principal colégio eleitoral do país, apenas 32% acreditam que o Brasil será campeão, enquanto 60% descartam essa possibilidade. O Sul concentra o maior nível de descrença: apenas 26% apostam na conquista da Copa, contra 64% que não veem a Seleção levantando a taça.
A pesquisa também identificou uma relação entre renda e confiança na equipe nacional. Quanto maior a renda familiar, menor o otimismo em relação ao desempenho brasileiro. Entre os entrevistados com renda de até dois salários mínimos, 39% acreditam no título e 51% não acreditam. Na faixa entre dois e cinco salários mínimos, a crença no hexa cai para 35%, enquanto a descrença sobe para 57%. Entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, apenas 32% apostam na conquista, contra 60% que descartam essa possibilidade.
Quando questionados sobre até onde a Seleção conseguirá avançar na competição, o resultado mais citado foi justamente o título mundial, mencionado por 35% dos entrevistados. Outros 23% acreditam que o Brasil será eliminado nas quartas de final, repetindo o desempenho da Copa do Catar, em 2022.
Além disso, 10% apostam em eliminação na primeira fase de mata-mata, 8% acreditam que a equipe chegará às semifinais, 3% projetam um vice-campeonato e 7% avaliam que a queda ocorrerá ainda na fase de grupos. Outros 14% não souberam responder.
Os jovens são os mais confiantes. Entre os entrevistados com idade entre 16 e 34 anos, 44% acreditam que a Seleção conquistará a Copa. O percentual cai para 31% entre pessoas de 35 a 59 anos e fica em 32% entre aqueles com 60 anos ou mais.
Confiança em Ancelotti cresce
Se a confiança no título ainda encontra resistência, a avaliação do técnico Carlo Ancelotti melhorou de forma expressiva. A aprovação ao treinador italiano saltou de 41% em abril para 58% em junho, um crescimento de 17 pontos percentuais. No mesmo período, a desaprovação caiu de 29% para 14%, enquanto 29% afirmaram não saber ou não responderam.
A aprovação é mais elevada nas regiões Centro-Oeste e Norte, onde chega a 64%. No Nordeste, o índice é de 59%; no Sudeste, de 57%; e no Sul, de 52%. A região Sul também concentra o maior percentual de entrevistados sem opinião formada sobre o trabalho do treinador, com 36%.
O avanço da popularidade de Ancelotti coincide com os primeiros resultados positivos da equipe sob seu comando. Entre as pesquisas de abril e junho, a Seleção disputou duas partidas e conquistou duas vitórias, reforçando a confiança de parte dos torcedores.
Neymar
Outro indicador que apresentou crescimento foi o apoio à convocação de Neymar. Atualmente, 53% dos brasileiros aprovam a presença do camisa 10 na Copa do Mundo, enquanto 38% desaprovam. Em outubro de 2023, quando a pergunta foi feita pela primeira vez, os índices eram de 48% e 39%, respectivamente.
Mesmo lesionado e em tratamento de uma contusão na panturrilha, Neymar segue sendo visto por boa parte da população como uma peça importante para a campanha brasileira no Mundial.
A pesquisa Quaest foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho de 2026, com 2.004 entrevistas presenciais em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.