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(Imagem: PCRJ / Divulgação)
O lançamento do álbum oficial da Copa do Mundo FIFA 2026 já mobiliza milhares de colecionadores pelo país, mas também acendeu o alerta das autoridades para a circulação de figurinhas falsificadas.
Na quinta-feira (21), a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu mais de 200 mil cromos piratas na Baixada Fluminense, levantando preocupações entre fãs e comerciantes.
Segundo as investigações, as figurinhas falsas imitavam o material oficial do álbum produzido pela Panini e seriam distribuídas em pontos informais de venda e troca. Além dos cromos, também foram apreendidos produtos piratas ligados à seleção brasileira, como camisetas e bonés.
Após a perícia, o material apreendido será inutilizado pela polícia. As investigações continuam para apurar a origem e os locais de produção, além de identificar novas rotas de circulação de produtos falsificados
A Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial do RJ (DRCPIM), responsável pela operação, orienta os consumidores a observarem detalhes simples que ajudam a diferenciar o material original das imitações.
Papel, brilho e impressão e preço ajudam a identificar falsificações
Entre os principais sinais apontados por especialistas estão a qualidade da impressão e o acabamento das figurinhas. As versões originais costumam apresentar cores mais vivas, maior nitidez e brilho uniforme, enquanto as falsificadas frequentemente têm aspecto opaco, imagens borradas e baixa resolução.
Outro detalhe importante está na textura do papel. As figurinhas piratas geralmente utilizam material mais grosso e poroso, diferente do acabamento mais liso e padronizado adotado pela fabricante oficial. Cortes desalinhados, bordas tortas e centralização irregular da imagem também podem indicar falsificação.
O tipo de papel usado nos envelopes das figurinhas também é diferente. Os falsos costumam ser de material mais grosso, poroso e de qualidade inferior.
Especialistas ainda recomendam atenção ao preço. Pacotes vendidos muito abaixo do valor praticado no mercado costumam representar risco maior de irregularidade, principalmente em vendas pela internet, aplicativos de mensagens e pontos não autorizados.
A Panini, fabricante oficial do álbum e seus insumos, definiu o valor dos envelopes em R$ 7. Cada pacote vem com 7 figurinhas. O valor é padronizado, portanto, preços abaixo disso são fortes indícios de falsificação. A versão mais simples do álbum original, em brochura, custa cerca de R$ 24,90. Já as edições de capa dura variam entre R$ 74,90 e R$ 79,90.
Mercado paralelo cresce com febre do álbum
O álbum oficial da Copa de 2026 se tornou rapidamente um fenômeno entre crianças, jovens e colecionadores adultos. A edição deste ano é considerada a maior da história, com 980 figurinhas e 112 páginas, já que este ano são 48 Seleções disputando o mundial e em três países diferentes: Estados Unidos, Canadá e México. Há também cromos especiais e versões diferenciadas do álbum, com capa dura.
Com o aumento da procura, cresce também o mercado paralelo de produtos ilegais. Autoridades alertam que a comercialização de figurinhas falsificadas configura violação de direitos autorais, propriedade intelectual e relações de consumo.
Consumidores devem priorizar pontos oficiais
Para evitar problemas, a orientação é adquirir figurinhas apenas em bancas, lojas e canais autorizados. A Panini dispõe de loja on-line também, com todos os produtos relacionados ao álbum 2026. Em casos de suspeita de falsificação, consumidores podem registrar denúncia junto aos órgãos de defesa do consumidor ou às autoridades policiais.
Colecionadores também recomendam comparar cromos suspeitos com figurinhas comprovadamente originais, observando brilho, espessura, fidelidade das cores e qualidade da impressão.
A expectativa é de que a movimentação em torno do álbum da Copa siga intensa nas próximas semanas, impulsionando encontros de troca de figurinhas, vendas em plataformas digitais e eventos voltados aos fãs do futebol.