Santana de Parnaíba tem uma das médias mais altas de condomínio
(Imagem: Felipe Barros / Folha de Alphaville)
Santana de Parnaíba aparece na segunda posição entre as cidades com os maiores valores médios de condomínio em levantamento realizado pela Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros voltados ao mercado imobiliário. O estudo, divulgado pelo portal Portas no domingo (31), aponta que a cobrança média no município chegou a R$ 986 por mês em 2026, atrás apenas de Nova Lima (MG), com R$ 1.018.
A região também aparece no ranking com Barueri, na sexta colocação, com condomínio médio de R$ 791. O valor representa uma alta de 29,8% em relação a 2025, quando a média era de R$ 609.
Em Santana de Parnaíba, o aumento foi mais moderado. O custo médio passou de R$ 929 para R$ 986, avanço de 6,1% em um ano.
O levantamento analisou mais de 1,5 milhão de anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais em 52 cidades das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Para a elaboração do ranking, foram consideradas 37 cidades que possuíam pelo menos 2 mil anúncios ativos tanto em 2025 quanto em 2026.
Entre esses municípios, o valor médio do condomínio passou de R$ 385 em 2025 para R$ 484 neste ano, aumento de 25,8%.
Região supera São Paulo
Os valores encontrados em Santana de Parnaíba e Barueri chamam atenção também na comparação com a capital paulista. São Paulo ocupa a quinta posição, com condomínio médio de R$ 842, abaixo dos R$ 986 registrados em Santana de Parnaíba, mas acima dos R$ 791 de Barueri.
Veja o ranking
1º Nova Lima (MG): R$ 1.018
2º Santana de Parnaíba (SP): R$ 986
3º Bertioga (SP): R$ 901
4º Niterói (RJ): R$ 856
5º São Paulo (SP): R$ 842
6º Barueri (SP): R$ 791
7º Balneário Camboriú (SC): R$ 661
8º Campinas (SP): R$ 656
9º Valinhos (SP): R$ 633
10º Rio de Janeiro (RJ): R$ 620
Como foi feito o levantamento
A pesquisa comparou anúncios ativos entre janeiro e julho de 2025 e o mesmo período de 2026. Segundo a metodologia, anúncios duplicados e inconsistências foram retirados da base.
O valor de cada município corresponde à média simples dos valores médios encontrados em seus bairros. Registros com condomínio acima de R$ 5 mil mensais, cerca de 0,2% da base bruta, também foram desconsiderados por serem tratados como possíveis erros de preenchimento.
Por se basear em valores informados em anúncios imobiliários, o levantamento não representa necessariamente o valor efetivamente pago por todos os moradores de cada município.