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O C6 Bank anunciou recentemente o C6 no Rock, um festival de música em São Paulo, durante os dias 22 e 23 de agosto, no Parque Ibirapuera. Diferente do já conhecido C6 Fest, que reúne artistas nacionais e internacionais de variados estilos, a primeira edição do C6 no Rock terá um recorte mais específico: celebrar o rock brasileiro dos anos 80.
A proposta do evento é trazer dois conceitos diferentes, mas que se complementam. O primeiro, chamado Discoteca Básica, vem com álbuns clássicos na íntegra e bandas com suas formações originais. Já o segundo será o Poetas do Som, dedicado a homenagear artistas icônicos da cena do rock, com shows inéditos criados especialmente para o festival. Entre os destaques está a apresentação de álbuns icônicos, como Cabeça Dinossauro dos Titãs, Dois do Legião Urbana e Selvagem? dos Paralamas do Sucesso. O line-up ainda inclui nomes como Plebe Rude, IRA!, Blitz, Marina Lima, Paulo Ricardo e Fernanda Abreu, além de shows especiais em tributo a Rita Lee e Cazuza.
A curadoria ficou a cargo de nomes pesados da cultura brasileira: a diretora Monique Gardenberg, que é a criadora do próprio C6 Fest, o antropólogo Hermano Vianna e os jornalistas e curadores Marcus Preto e Leonardo Lichote. Além dos shows, o festival promete uma programação paralela com palestras e uma feira de vinil.
O passado ainda vende?
O C6 no Rock nasceu justamente do momento atual em que diferentes indústrias estão adotando a nostalgia como produto. É esse produto que anda vendendo muito bem.
No universo dos games, esse fenômeno está bem evidente e o jogo Aviator é um bom exemplo disso. Disponível em algumas plataformas no Brasil, ele carrega uma estética que remete aos títulos dos anos 90, com interface simples, gráficos minimalistas e jogabilidade direta. No mesmo caminho vem o Terrifier: The ARTcade Game, lançado no finzinho do ano passado, que apostou em um visual retrô de beat 'em up 2D com sprites exagerados e cores saturadas, evocando a era dos fliperamas enquanto contextualiza um dos vilões mais violentos do terror contemporâneo.
Já na publicidade, algumas empresas já perceberam que a força da memória afetiva está em alta. O Bradesco, em nova campanha estrelada por Ivete Sangalo, resgatou a música "Festa" — comumente associada ao pentacampeonato da seleção brasileira em 2002 — para criar conexão com a Copa de 2026.
Já na televisão, a Globo encontrou na nostalgia sua arma mais poderosa. O remake de Vale Tudo, os planos para Avenida Brasil 2 e o desenvolvimento de um filme inspirado no sucesso de A Viagem (1994) ilustram bem isso. Para a emissora, essas produções acionam um repertório que já existe na memória coletiva, com personagens reconhecíveis, frases marcantes e universos narrativos familiares.
Mais do que um festival
É nítido que o C6 no Rock chega em um momento favorável do mercado, surfando em uma onda cultural que resgata os grandes sucessos do passado.
Os ingressos já estão à venda no site da Eventim, com 20% de desconto para os clientes do banco C6.