O presidente reverte desvantagem do primeiro turno
(Imagem: Danilo Verpa/ Folhapress)
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), após derrotar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. Em uma virada histórica, o petista reverteu a desvantagem do primeiro turno e garantiu mais quatro anos no Palácio do Planalto. Lula alcançou 64.189.200 votos (51,77%), enquanto Flávio foi escolhido por 59.797.651 eleitores (48,23%).
A vitória marca a quarta vez que Lula vence uma eleição presidencial e consolida um resultado inédito na história eleitoral brasileira: pela primeira vez, um candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar conseguiu vencer a disputa presidencial no segundo turno.
O pleito foi marcado pela polarização entre os dois candidatos e por uma disputa acirrada até as etapas finais da apuração. A campanha mobilizou apoiadores em todo o país e teve como temas centrais a economia, as políticas sociais e os rumos políticos do Brasil.
Problemas no transporte e chuvas afetam votação
O segundo turno também foi marcado por dificuldades no deslocamento de eleitores em diferentes cidades. Relatos de redução da frota de ônibus, alagamentos, interdições de vias e problemas provocados pelas chuvas levaram as campanhas dos dois candidatos a recorrer à Justiça para pedir mais tempo de votação.
A campanha de Lula solicitou a extensão do horário em municípios afetados por problemas no transporte público. Já a equipe de Flávio Bolsonaro pediu duas horas adicionais em cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando dificuldades de acesso aos locais de votação.
Diante dos pedidos, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h em todo o país.
A medida ampliou o período disponível para que eleitores afetados pelas dificuldades pudessem comparecer às urnas. Os problemas logísticos também acrescentaram tensão a um segundo turno acompanhado de perto por todo o país.
Virada nas urnas
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro havia terminado à frente de Lula, abrindo vantagem na contagem dos votos válidos. O resultado alimentou a expectativa de uma vitória do candidato do PL, mas a campanha do presidente conseguiu mobilizar eleitores e reverter o cenário no segundo turno.
A vitória de Lula representa uma derrota para Flávio Bolsonaro em sua primeira disputa pela Presidência e impede o retorno do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro ao comando do Executivo federal.
Quarto mandato e novos desafios
Com a reeleição, Lula terá pela frente um novo mandato a partir de janeiro de 2027. Entre os principais desafios estarão a condução da economia, a manutenção das políticas sociais e a articulação com o Congresso Nacional.
O cenário político também exigirá negociações com uma composição legislativa mais inclinada à direita, o que poderá dificultar a aprovação de propostas do governo.
A vitória encerra uma das disputas presidenciais mais acirradas do país e abre uma nova etapa da política brasileira, com o governo petista permanecendo no comando do Palácio do Planalto por mais quatro anos.