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Uma pesquisa recente feita pela Ipsos, empresa de pesquisa de mercado independente, revelou que, no Brasil, 81% das pessoas se vacinariam contra a Covid-19, caso uma imunização estivesse disponível. O levantamento mostrou ainda que daqueles que disseram que não tomariam a vacina, 48% justificaram que estão preocupados com o avanço rápido dos testes clínicos e 27% com os efeitos colaterais. O estudo foi feito com 1.000 brasileiros entre 16 e 74 anos.
Em Alphaville, a maioria dos moradores sinalizaram que tomarão a vacina contra o novo coronavírus. Em uma enquete feita nesta terça-feira (24) nas redes sociais da Folha de Alphaville, 76% responderam que pretendem se imunizar contra a doença e 24% não. A falta de confiança foi a justificativa mais citada entre os que disseram que não tomariam o imunobiológico. A rapidez na produção e a incerteza dos efeitos colaterais também foram mencionados.
Quando perguntamos sobre quando acredita que a vacina estará disponível, a grande maioria (239) respondeu que no primeiro semestre de 2021. Já 93 pessoas acham que ela estará pronta no segundo semestre do próximo ano e 20 até o fim de 2020. Mais de 350 pessoas participaram da enquete.
Especialista
Segundo Ana Karolina Marinho, coordenadora do Departamento Científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), do ponto de visto imunológico, quando 80% da população for vacinada, a pandemia da Covid-19 estará controlada. "Caso as pessoas decidam não se vacinar, nós corremos o gravíssimo risco da pandemia não acabar e isso gerar custos pessoais e de saúde, hospitalizações e óbitos, muito grandes", apontou.
Ainda de acordo com ela, enquanto o imunobiológico não está disponível, é importante manter todos os cuidados. "As medidas que se mostraram mais efetivas foram o uso de máscara, higienização das mãos e o distanciamento social. Ainda não é o momento de aglomerações e achar que a pandemia já acabou", destacou.