Iniciativas selecionadas receberam o reconhecimento de Boas Práticas de Turismo Inclusivo 2026
(Imagem: Divulgação Estado de SP)
O Estado de São Paulo ganhou um novo guia com 15 experiências consideradas referências em turismo inclusivo, selecionadas a partir de um levantamento que identificou 308 iniciativas de acessibilidade e inclusão em 227 municípios paulistas. O material reúne soluções adotadas em museus, praias, eventos, espaços culturais, hospedagem e atividades de natureza, esporte e turismo industrial.
Intitulada “Turismo Inclusivo e Competitividade no Estado de São Paulo – Estudo de Boas Práticas”, a publicação foi desenvolvida em uma parceria entre a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) e a Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP).
O objetivo é mostrar experiências que já foram colocadas em prática e que podem servir de referência para outros destinos e equipamentos turísticos. A acessibilidade é tratada de maneira ampla, considerando não apenas adaptações arquitetônicas, mas também aspectos de comunicação, metodologia, instrumentos, programas, atitudes e experiência estética.
De praias a museus
Entre as 15 experiências selecionadas estão a Festa da Uva, em Jundiaí; a Linha Inclusiva no Turismo Industrial, em São Bernardo do Campo; o Programa Praia Acessível, em Caraguatatuba; e o projeto Onda BGF, em Bertioga.
Na capital paulista, aparecem iniciativas ligadas aos grandes eventos da cidade, além do Museu do Futebol, Museu do Ipiranga e Pinacoteca.
A relação inclui ainda o Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre, em Tupã; o Projeto Pé na Estrada, de São Sebastião; a Rede dos Sonhos, em Socorro; a Sabina Escola Parque do Conhecimento, de Santo André; o projeto Santos e Avenida Paulista às Cegas; o Sesc Bertioga; e a Visitação Virtual 360° do Moinho Povos Unidos, em Holambra.
As experiências atendem públicos diversos, incluindo pessoas com deficiência física, visual, auditiva e intelectual, pessoas autistas e pessoas com 60 anos ou mais.
Seleção teve visitas técnicas e participação de pessoas com deficiência
As 15 boas práticas não foram escolhidas apenas a partir de inscrições ou análise documental. Depois do mapeamento das 308 iniciativas, 70 avançaram no processo de seleção, que contou com entrevistas, análise de documentos, observação e visitas técnicas.
Participaram da avaliação pesquisadores, profissionais das áreas de acessibilidade e inclusão, pessoas com deficiência e representantes da sociedade civil. Entre os critérios considerados estavam inovação, abrangência, protagonismo do público atendido e possibilidade de replicar a experiência em outros locais.
A proposta foi identificar soluções concretas criadas para eliminar ou reduzir barreiras e que, depois de implementadas e aperfeiçoadas, possam ser adaptadas a outros equipamentos e destinos turísticos.
As 15 iniciativas receberam o reconhecimento de Boas Práticas de Turismo Inclusivo 2026 em cerimônia realizada em 14 de setembro, no Centro TEA Paulista, na capital.
Mais de 300 ações formam banco de experiências
O levantamento mais amplo deu origem a uma segunda publicação, “Turismo Inclusivo e Competitividade no Estado de São Paulo – Iniciativas que Inspiram”.
Nesse material, o universo é bem maior: são experiências identificadas nos 227 municípios pesquisados, abrangendo museus e espaços culturais, eventos, áreas naturais protegidas, praias e rios, parques, meios de hospedagem, tecnologia, turismo social e pedagógico e políticas institucionais.
A ideia é ampliar o acesso às soluções já desenvolvidas no Estado para que gestores públicos, destinos e empreendimentos turísticos possam conhecer experiências existentes e avaliar sua adaptação a outras realidades.
As duas publicações podem ser consultadas gratuitamente na página do projeto mantida pelo Núcleo de Pesquisa em Economia e Administração do Turismo da EACH-USP.