Durante a operação foram apreendidos cerca de R$ 1 milhão em dinheiro, joias, relógios, documentos, um computador, um carro funerário e uma caminhonete de luxo
(Imagem: Divulgação)
O presidente da Câmara Municipal de Barueri, Wilson Zuffa (Republicanos), afirmou que não pretende afastar sua assessora Jannyze Dantas Batista, cuja residência foi alvo de uma operação da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de corrupção no setor funerário de Carapicuíba, conhecido como “Máfia do Caixão”. Durante as buscas, realizadas na quinta-feira (15), foram encontrados cerca de R$ 1 milhão em dinheiro, além de joias e relógios de luxo, na casa da funcionária.
Segundo reportagem exibida pelo SBT Notícias em 16 de outubro, Jannyze passou a ser investigada nesta nova fase da apuração policial. A investigação teve início após denúncias reveladas pelo jornalismo da emissora, que apontaram suspeitas de cobranças irregulares no Velório Municipal de Carapicuíba.
Nesta etapa da operação, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em duas funerárias de Carapicuíba, além de outros endereços relacionados à investigação. A origem e o destino dos valores encontrados na residência da assessora ainda serão investigados.
De acordo com o SBT, a Polícia Civil informou que Jannyze teria declarado em depoimento que o dinheiro seria destinado ao pagamento de propinas. A informação integra a investigação e não representa, por si só, comprovação do destino dos recursos.
Jannyze foi conduzida ao 1º Distrito Policial de Carapicuíba, onde prestou depoimento e foi liberada. Até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre a ligação da assessora com o suposto esquema criminoso.
Zuffa confirmou em entrevistas que manterá a funcionária no cargo. Segundo o parlamentar, não há, até agora, elementos relacionados à atuação profissional dela na Câmara que justifiquem uma medida administrativa.
O vereador também afirmou que conhece a assessora há muitos anos e mantém com ela uma relação de confiança profissional. Ele declarou respeitar o trabalho da Polícia Civil e considerar precipitada uma decisão de afastamento baseada apenas na repercussão da investigação.
Operação investiga corrupção em serviços funerários
A segunda fase da investigação foi realizada na quinta-feira (15), com o cumprimento de oito mandados judiciais de busca e apreensão em Barueri, Carapicuíba e Santana de Parnaíba.
O inquérito apura suspeitas de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, envolvendo servidores municipais de Carapicuíba e empresários do setor funerário.
O esquema investigado envolveria o encaminhamento de famílias enlutadas para funerárias particulares, sem que fossem informadas sobre a possibilidade de sepultamento gratuito oferecido pela Prefeitura de Carapicuíba.
Durante a operação, os policiais apreenderam cerca de R$ 1 milhão em dinheiro, joias, relógios, documentos, um computador, um carro funerário e uma caminhonete de luxo. Um cofre também foi recolhido com auxílio de um guincho, depois que funcionários do estabelecimento afirmaram não saber como abri-lo. Segundo o SBT Notícias, a origem e o destino dos valores apreendidos ainda serão investigados. Ninguém foi preso. As buscas foram conduzidas pelo 1º Distrito Policial de Carapicuíba, sob responsabilidade do delegado Fabiano Barbeiro.
Os mandados foram autorizados pela Justiça com o objetivo de reunir provas e identificar os possíveis envolvidos. A investigação continua em andamento.