12/01/2018
POLÍTICA
A cada 10 projetos, só dois viram leis na Assembleia
Propostas mais complexas esbarram na Casa
Paulo Talarico
Levantamento considerou oito deputados estaduais com origem na região oeste

Os deputados estaduais devem chegar à eleição de 2018 com uma lista extensa de propostas,mas com poucas que efetivamente se tornaram leis. Levantamento da Folha de Alphaville sobre os três anos demandato dos atuais parlamentares da região oeste da Grande São Paulo mostra que apenas18% dos projetos de lei (PL’s) apresentados se tornaram efetivamenteuma nova legislaçãono Estado de São Paulo.

Além disso, entre as propostasque foram sancionadas, há uma quantidade enorme deprojetos que tratam apenas deinstituir uma homenagem auma classe profissional ou aum setor da sociedade.Entre 2015, quando assumirama cadeira de deputado, e o início deste ano, os oitos deputados que têm domicílio eleitoral na região apresentaram 528 PL’s.

Destes, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) sancionou apenas 96. O restante ou foi vetado pelo governador ou ainda não foi aprovado pelos próprios deputados na Assembleia Legislativa.



Foram levados em conta projetosdos deputados Gil Lancaster(DEM), de Barueri, João Caramez (PSDB), de Itapevi, Márcio Camargo (PSC), de Cotia, Marcos Martins (PT) e Gilmaci Santos (PRB), de Osasco, que ainda exercem mandato naCasa, além dos três parlamentares que foram eleitos em 2014 e não fazem mais parte do legislativo. Igor Soares (Podemos) e Marcos Neves (PV) deixaram aCasa para assumir as prefeituras de Itapevi e Carapicuíba, enquantoCelso Giglio (PSDB) morreu em julho do ano passado.

O líder em propostas foio deputado barueriense Gil Lancaster. Ele entrou com 344projetos desde que assumiu omandato em 2014. Do total, eleconseguiu a aprovação e sançãode 44, cerca de 12% total.

Entre os motivos que levama baixa adesão das propostasestão alguns fatores como alentidão na tramitação dosprojetos pela Casa, a dificuldadeem conseguir a adesãodos colegas em votar projetosque não sejam favoráveis e ainconstitucionalidade.“Está cheio de legislativosem que por desconhecimento,má fé ou para jogar para a galera,o parlamentar faz a propostasabendo que não está nasua alçada, são inconstitucionais”, afirma o cientista político Leandro Cosentino.