17/11/2017
POLÍTICA
Barueri já terceirizou oito maternais, do total de 33
Haydée Eloise Ribeiro
variedade. O novo sistema permite realização de atividades regulares além de extracurriculares. Foto: Fotos: Divulgação/Secom - Prefeitura de Barueri

Oito maternais municipais estão sendo administradas por Organizações Sociais (OS) em parceria com a prefeitura de Barueri. Hoje são 33 maternais (zero a três anos) no município. “A ideia e melhorar ainda mais o atendimento nos setores de alimentação, saúde, esportes, pedagógico, entre outros aspectos necessários à Educação Infantil”, afirma Celso Furlan, secretário de Educação. O início das terceirizações foi no governo anterior do município, quando terceirizou -se duas em 2016.

Segundo Furlan, as maternais terceirizadas funcionam com rigorosa supervisão da secretaria através da coordenadoria de Educação Infantil. “Com o novo processo a gestão dos serviços oferecidos é realizada a partir das parcerias com instituições público-privadas, o que permite a redução dos custos por parte da prefeitura, além de oferecer um trabalho muito melhor”, ressalta o secretário.

O novo sistema implantado na cidade garante a realização de atividades regulares oferecidas pela rede, além de disciplinas diferenciadas como judô, balé e capoeira. “A tendência é o nível escolar aumentar, uma vez em que as crianças têm acompanhamento de profissionais altamente capacitados, além do aumento da grade curricular”, garante ele, que destaca ainda que os pais que acompanham os avanços dos filho há algum tempo têm notado muita diferença no aprendizado e evolução das crianças por conta da série de atividades diferenciadas, estrutura e equipamentos.

projeto. Celso Furlan, secretário de Educação, aposta na terceirização. Foto: Fotos: Divulgação/Secom - Prefeitura de Barueri

Segundo Vladimir Fernandes Maciel, coordenador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica, a contratação de Organizações Sociais para administrar a educação infantil (maternal + pré escola) já é comum na cidade de São Paulo. “São instituições sem fins lucrativos conveniadas com a prefeitura”, explica Maciel. Em países escandinavos, como na Finlândia, além dos Estados Unidos, existe um tipo de ‘vale educação’, com o qual as mães escolhem em qual escola gastar, de acordo com localização, entre outros fatores.

Mas o coordenador do Mackenzie enfatiza que há uma série de parâmetros de qualidade, de atendimento e de desempenho que devem ser seguidos e bem especificados no contrato do convênio. “Além disso, os pais devem participar, opinando sempre. Se apenas a prefeitura pensar em meta financeira sem melhorias e sem uma relação com os pais, não funcionará bem”, acrescenta Maciel.

Alguns profissionais de educação do município não são a favor da terceirização nas maternais. Eles acreditam em uma grande rotatividade de profissionais, alegando que isso pode comprometer o desenvolvimento e o aprendizado dos pequenos matriculados nas maternais. Logo, esses educadores acreditam na importância do atendimento ser oferecido pelo servidor municipal efetivo. (HER)