02/11/2017
POLÍTICA
Senador repercute lei dos aplicativos
Na sua opinião, taxistas é que deveriam reivindicar flexibilização para eles
Transporte por aplicativo é uma realidade, é a modernidade que chega, defende Lopes. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Em vez de tentar restringir os aplicativos, os taxistas deveriam adotar como estratégia a luta pela flexibilização da própria regulamentação, na avaliação do senador Eduardo Lopes (PRB-RJ).

Lopes foi o relator do projeto (PLC 28/2017) aprovado com alterações na terça-feira (31) e enviado à Câmara Federal. Mesmo considerando que o Senado “já fez sua parte”, Lopes se dispôs a continuar a colaborar com os taxistas durante a tramitação na Câmara.

“Vi muita preocupação dos taxistas em querer regulamentar os aplicativos. Acho que eles tinham que começar de outra maneira: flexibilizando a regulamentação do táxi. Mas se os taxistas me procurarem, estou disposto a ajudar”, disse Lopes. Para ele, o resultado da votação da véspera foi satisfatório, por reconhecer que “o transporte por aplicativo é uma realidade, é a modernidade que chega”.

“Sempre disse que não era contra o táxi nem contra o Uber. Quero boa convivência, e não podemos fugir. Citei um exemplo muito conhecido: a Kodak não vende mais filmes para máquinas fotográficas. Tentou resistir, mas é a modernidade. Não que os táxis vão acabar. No Rio, já há um aplicativo operado para os taxistas, e eles gostaram. Não adianta endurecer contra os aplicativos, porque a população quer”, ressalta o senador.

Lopes lamentou a rejeição, durante a votação, de uma emenda que permitiria ao taxista aceitar corridas fora do município onde tem licença. Para ele, é um bom exemplo do tipo de flexibilização que a categoria deveria buscar.

“É uma demanda antiga dos taxistas. Veja como houve bom senso: acatei a emenda do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que era o autor do projeto 100% pró-aplicativos. Mas foi rejeitada no Plenário por aqueles que diziam estar 100% com os taxistas.” (Agência Senado)