02/11/2017
POLÍTICA
Índice mostra qualidade de vida nos municípios
Barueri e Parnaíba merecem mais atenção à longevidade e à educação
Lucia Camargo Nunes

Indicadores são sempre ferramentas importantes para o poder público avaliar e planejar a sua gestão. A Fundação Seade, em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, por meio do Instituto do Legislativo Paulista – ILP, apresentam a 8ª edição do Índice Paulista de Responsabilidade Social – IPRS. Trata-se de uma espécie de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios, medido a cada dois anos.
Leva em conta aspectos econômicos, além de relativos à qualidade de vida das pessoas, vida social e envelhecimento. Consideram-se as dimensões riqueza, longevidade e escolaridade e a combinação dessas dimensões formam o índice.

Barueri e Santana de Parnaíba figuram no Grupo 2 de cidades da Região Metropolitana de São Paulo – num total de 39 cidades. Esse grupo com 18 municípios é caracterizado por não ter bons indicadores de longevidade e escolaridade, embora com elevada riqueza. No Grupo 1 há 6 cidades de alta riqueza e níveis adequados nos indicadores sociais (longevidade e escolaridade em patamar médio ou alto).

Nas edições de 2012 e 2014 do IPRS, Barueri também figurou no Grupo 2. No item Riqueza a cidade acrescentou 1 ponto (60 pontos) nesse escore no período, permanecendo acima do nível médio estadual no indicador de riqueza, em 2014. Em longevidade, Barueri se manteve estável e, com isso, seu escore (66 pontos) manteve-se abaixo do nível médio estadual, em 2014. Por fim, em escolaridade mesmo com a redução de pontos em seu escore (de 64 para 62), o indicador agregado manteve-se acima do nível médio estadual, em 2014.

Com essa pontuação, de acordo com o estudo do IRPS, Barueri registrou avanços no indicador de riqueza, manteve estável seu escore de longevidade e decresceu o de escolaridade. Para Gleriani professora de sustentabilidade e gestão ambiental da Universidade Mackenzie, embora a escolaridade tenha caído, o escore de Barueri ainda é maior do que cidades do Grupo 1. “Educação é um ponto crucial e essa queda precisa ser avaliada pelo governo.” Especialista na análise de índices, Gleriani prestigia o IPRS por ser mais atual que o IDH, registrado a cada dez anos. “Dá tempo dos governos fazerem mudanças”, explica.

Santana de Parnaíba também está no Grupo 2 e assim como Barueri se destaca na riqueza – que leva em conta desde consumo de energia elétrica no comércio, na agricultura, nos serviços e residencial; rendimento médio do emprego formal e valor adicionado fiscal per capita. Parnaíba cresceu de 56 para 57 pontos, acima da média estadual. O município também acrescentou 1 ponto em longevidade (76 pontos) e 2 pontos em escolaridade (50 para 52), mas que manteve-se abaixo do patamar médio estadual. “Comparado a outros municípios a educação em Parnaíba está ruim”, aponta Gleriani.

Nos dois municípios, “a riqueza faz subir a média e mascara a educação, que merece um maior esforço”, diz a professora, que reforça: “É preciso criar políticas públicas voltadas para a escolaridade.”