26/10/2017
POLÍTICA
Advogada de Osasco é presa por extorsão
Presidente da OAB de Osasco é acusada de extorquir vereador da cidade
Katherine Cifali
Tudo GRAVADO. Rede Globo de Televisão acompanhou o encontro de entrega da 'propina' e o momento de prisão da presidente da OAB de Osasco, Libânia. Nas imagens é possível ver o envelope com o dinheiro da extorsão

Esta semana uma prisão em flagrante chocou os moradores da região. A Polícia Civil de São Roque prendeu, na última terça-feira, 24, a presidente da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de Osasco, Libânia Aparecida da Silva.

A advogada e seu marido, Carlos Gomes, foram detidos supostamente recebendo propina do presidente da Câmara de vereadores de Osasco, Dr. Elissandro Lindoso (PSDB). De acordo com o presidente da Casa de Leis da cidade, ele vinha sendo extorquido há um mês e meio sob ameaça de ser denunciado ao Ministério Público por contradições na licitação para o aluguel de veículos a parlamentares e no aluguel do novo imóvel para a Câmara.

“Eu que fiz a denúncia contra ela, melhor maneira de acabar com essa extorsão”, diz vereador, presidente da Câmara Municipal de Osasco, Dr. Elissandro Lindoso (PSDB), que também vinha sendo pressionado a dar dois cargos comissionados ao casal criminoso.


INOCÊNCIA. A advogada diz ser inocente. Segundo a OAB de São Paulo, que está acompanhando o caso, Libânia segue negando as acusações

O flagrante aconteceu em um restaurante no km 53 da rodovia Castello Branco, local escolhido para o pagamento de mais uma parcela da propina, no valor de R$ 12 mil. A advogada Libânia foi pega, no momento em que saiu do restaurante, com o envelope de dinheiro. Na ocasião ela rebateu as alegações dizendo que o montante era referente ao pagamento de honorários.

O caso ainda está sob investigação. “Eu a conhecia muito pouco (referindo-se a Libânia). Tinha que fazer isso, era o meu dever de cidadão”, argumenta Dr. Lindoso que também se justificou das acusações sobre o aluguel do novo prédio.

De acordo com o vereador, o endereço da Câmara, que fica ao lado do anterior, já está sendo utilizado e resulta em uma economia para o município.
Em contato com a OAB de São Paulo, por meio de nota, o presidente esclareceu que o órgão está acompanhando as investigações contra a advogada e que a presidente da Subseção de Osasco alega ser inocente das acusações que recaem contra ela.