06/10/2017
POLÍTICA
Dez cidades integram a nova Câmara Oeste
A primeira sessão ordinária acontecerá após o feriado de 12 de outubro
Katherine Cifali
Dr. Lindoso (PSDB), presidente da Câmara de Osasco e um dos responsáveis pela reativação do consórcio (Fonte: Divulgação)

Após 5 anos inativo, a Câmara Oeste volta a funcionar. Ao todo, dez presidentes das Câmaras Municipais da região se juntaram para reativar o consórcio, que foi criado em 1998 por Délbio Teruel e Waine Billafon, na época vereadores de Osasco e Barueri, respectivamente. Esta versão do consórcio foi desativada em 2012.

Para este novo modelo, a ideia é que Araçariguama, Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba e Vargem Grande compartilharem suas demandas e, em conjunto, determinem o que poderá ser planejado em parceria entre as cidades e o que poderá ser feito com recursos do governo do estado, dependendo, até mesmo com apoio do governo federal.

De acordo com a diretoria, a Câmara Oeste já foi reconhecida em cartório, mas só deve começar suas atividades depois do feriado de 12 de outubro. A primeira reunião ordinária acontecerá na sede do Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (Cioeste), em Alphaville.

Na sequência, as reuniões serão realizadas em todas as Câmaras Municipais envolvidas. “São aproximadamente 200 vereadores, somando todas as Câmaras. Queremos que todos participem”, diz Dr. Lindoso (PSDB), presidente da Câmara de Osasco e um dos responsáveis pela reativação do consórcio.

O grupo vai priorizar soluções para a saúde, saneamento básico e mobilidade urbana. Começando pela principal rodovia de acesso a todas as cidades. “Utilizar a rodovia Castello Branco no trecho de Jandira ou Itapevi até chegar em Osasco, é impraticável. Imagina daqui a 10 anos. Temos que planejar isso”, argumenta Lindoso.

Para a saúde, o presidente da Câmara de Osasco, espera que cada cidade cuide de seu atendimento básico, mas propõe um trabalho em conjunto: “Queremos que exista uma sinergia entre os municípios para as questões de maior complexidade, como montar um centro de tratamento oncológico que atendesse toda a região”, explica Lindoso.

No setor de saneamento básico, a prioridade será voltada ao recolhimento e tratamento do lixo das cidades. “Vamos discutir alternativas para tratar resíduos sólidos. Se, por exemplo, uma cidade doar o terreno, e as demais ajudarem com recursos, somados a parceria do governo do estado ou federal, podemos criar um centro de tratamento de lixo”, completa o vereador. (Por Katherine Cifali)