06/10/2017
POLÍTICA
No orçamento 2018, Barueri vai priorizar saúde e mobilidade
Projeto de Lei que passará pela Câmara apresenta alta de 53% para a pasta de Mobilidade e redução de 64% para Obras
Katherine Cifali
Orçamento de Barueri 2018 é parecido com o deste ano (Foto: Divulgação)

Nas próximas semanas a Câmara de Barueri deve votar o orçamento municipal para 2018. O projeto de lei que dispõe sobre o orçamento anual foi entregue ao Legislativo na última terça-feira, 3, e vem sendo apreciado pelo presidente da Casa, Carlinhos do Açougue (DEM). No texto, a receita prevista do município para 2018 está em R$ 2.446.932.100, um valor bem próximo ao do exercício vigente (2017), que foi de R$ 2.456.075.200.

Mesmo antes de ser eleito, Rubens Furlan (PSDB) falava em priorizar, durante sua gestão, as pastas de Saúde e Educação. E são esses os setores com maiores investimentos. Para 2018, devem ser destinados à secretaria da Saúde R$ 630 milhões, um aumento de 28,06% em relação à receita para 2017. Na educação, o orçamento será um pouco menor, saindo de R$ 605.977.000 para R$ 577.968.000, o que representa uma queda de 4,62%.

Para a secretaria de Assuntos de Segurança e Mobilidade Urbana, o aumento na receita chama a atenção. Em 2018 a pasta ganhará um investimento R$ 120.123.000, ou seja, um orçamento 53,7% maior ao determinado este ano. A prefeitura tem uma justificativa: “Barueri, hoje, é a cidade da Região Oeste da Grande São Paulo que mais recebe investimentos industriais. Há necessidade de investimentos de forma a garantir a fluidez do trânsito”, como descreve o texto redigido pela secretaria de Negócios Jurídicos.

Indo na direção contrária, a secretaria de Obras teve uma redução significativa na receita, perdeu 64,62% de investimento, saindo de R$ 386.124.000 para R$ 136.576.000. Entretanto, vale lembrar que o orçamento para o setor de obras em 2017 foi atípico. Na comparação com o orçamento de 2016, a receita destinada à secretaria de Obras teve um aumento de 199%.

Apesar do orçamento municipal de 2018 ser muito semelhante ao deste ano – uma diferença de menos de R$ 10 milhões –, a prefeitura explica no texto que haverá uma redução na receita total em torno de R$ 300 milhões, visto que fatores econômicos não podem ser descartados. Portanto, o cálculo leva em consideração a crise econômica, a inflação acima da meta, as taxas de juros elevadas e a perda na arrecadação municipal devido ao novo modelo de recolhimento do ISS.