17/08/2017
POLÍTICA
Furlan terceiriza o Pronto Socorro de Barueri
Nesta 2ª parte da entrevista, prefeito aborda saúde e futuro parque na cidade
Lucia Camargo Nunes
Parque que poderia receber 'piscinão' vai ter tratamento de água, lago e pistas para lazer (Foto: Victor Silva/Folha de Alphaville)

Saúde tem que ser prioridade para qualquer governo, em qualquer esfera. Até porque trata-se de uma área onde só se investe. Barueri passou por uma crise na saúde nesse início de gestão, mas o prefeito da cidade, Rubens Furlan (PSDB), nessa segunda parte da entrevista exclusiva à Folha de Alphaville, garante que agora as coisas começam a mudar.

“A saúde começa agora. Estamos nos organizando para desenvolver nosso projeto de saúde. Hoje temos o hospital, que estava sendo administrado por uma empresa que nem pagava os direitos dos funcionários. Ele tem 304 leitos e só funcionavam 170. Depois foi feita a intervenção, que ficou pior do que estava e só agora acabamos com a intervenção, tivemos um entendimento com o Ministério do Trabalho, pagamos todos os demitidos, e a empresa SPDM já administra o Hospital Municipal”, explica.

Agora, ele conta que foi iniciado o período de transição da terceirização do Sameb (PS infantil e adulto). “É mais barato e mais eficiente.” E agora seu planejamento conta com construção de um prédio de 5 andares para comportar 83 consultórios de especialidades, além do Centro de Diagnósticos, que será erguido onde antes era a PUC – está sendo aberta a licitação. “E estamos cuidando das UBS, com uma reestruturação e colocando especialistas na área da saúde da mulher e pediatras, para eles não precisem ir ao PS Central.”

A relação com os secretários está tranquila, garante Furlan. “Eu estou feliz com os secretários, se tivesse qualquer crise eu falaria, mas não, eu estou muito satisfeito com eles.” Nem mesmo o desencontro de informações sobre a construção de um piscinão, no estilo de Ramos, a R$ 50 milhões, propagado por Bidu, secretário de Meio Ambiente, faz o prefeito mudar o ar de tranquilidade.

“Vou te explicar o que aconteceu. Ali é uma área de 170 mil m², que estamos cercando. No meio dali existe um córrego, com água suja, a água fica meio parada porque não tem uma caída boa. Como é área de preservação ambiental, não vamos canalizar (e ficaria caro). E tem uma área de várzea. Dos projetos, o que me encantou e vamos fazer, é uma estação de tratamento de água no começo da área. Essa água que não é boa será bombeada para a estação, para descer limpa por aquele córrego e ele deságua num lago (e não piscinão) e a água excedente vai para o Rio Tietê limpinha. Estamos fazendo um trabalho de preservação e isso vai nos custar de R$ 6 a 7 milhões para toda essa obra, que é importante”, ressalta.

Essa área era do Estado e foi passado ao município junto com o Parque Ecológico. No entorno, serão construídas pistas de cooper, de ciclismo, de skate (que ele diz querer ser uma “profissional”, quadras de futebol society, campo de futebol. “Dá para fazer isso tudo porque a área é muito grande.”

Segundo Furlan, hoje as pessoas não pedem mais “pracinhas” perto de casa e, sim, reivindicam parque fechado com segurança. “Vai ficar bem bonito, e o valor do tratamento da água é alto, mas mais barato do que se fosse canalizar. A população assim vai poder usar essa área para a recreação.” Não haverá manutenção em parceria com empresas privadas, modelo que vem sendo adotado por João Doria (PSDB) em São Paulo. “Não, porque a manutenção do parque não é cara, até porque é difícil a empresa conseguir tirar lucro disso”, finaliza.