01/08/2017
POLÍTICA
"Piscinão de ramos" de Barueri gera polêmica e replanejamento
Em junho, a Folha de Alphaville antecipou os detalhes do projeto que ganhou projeção nacional na última semana
Lucia Camargo Nunes
O secretário de Meio Ambiente, Marco Antônio de Oliveira, o Bidu, desmentiu o projeto (Foto: Arquivo Folha de Alphaville)

A última semana em Barueri foi marcada por uma polêmica após a publicação de reportagem do Estadão, replicada por outros veículos, como revistas Veja e Isto É. Após a repercussão da reportagem “Barueri planeja criar seu ‘piscinão de Ramos’”, a qual afirma que a cidade gastaria R$ 50 milhões, de acordo com o secretrário de Meio Ambiente, Marco Antônio de Oliveira, o Bidu, a prefeitura desmentiu o projeto.

Em nota, informou que “o projeto de parque balneário foi apresentado e descartado em função do alto custo. Os planos do governo municipal para a área, que terá tratamento de água, é transformá-la em centro de preservação ambiental, com opções de lazer nos moldes dos demais parques já existentes no município e com atividades voltadas à educação ambiental.”

Na última quinta (27), Bidu disse que o projeto vai passar por fases e que o local, no bairro Chácaras Marco, receberá tratamento do córrego, sem piscinão e museu. Por isso, o projeto passa por um “replanejamento”. Por causa da crise foi decidido que esse não era o momento para tamanho investimento. Em junho, a Folha de Alphaville anunciou em primeira mão os planos do secretário Bidu, que disse na época que contava com apoio da prefeitura e também da iniciativa privada para levantar a verba.

No Facebook, o secretário de Esportes Tom Moisés discordou do projeto. “Nesse momento de crise, com necessidade de investimentos prioritários em outras áreas não existe a menor possibilidade de se gastar R$ 50 milhões, muito menos de construir um piscinão. Serão feitos investimentos para coibir invasões, construir cerca, canalizar corrente de água e criar parque com espaços de lazer e esporte. Mas, não passa pela cabeça do prefeito construir um piscinão, tampouco emprestar o nome do seu pai ao parque, que deve se chamar Parque da Juventude.”