01/12/2017
FOLHA DO CARRO
Compactos da Fiat que têm muito em comum
Comparamos Mobi e Uno, que compartilham plataformas, motor e peças. Mas há boas diferenças
Lucia Camargo Nunes
Mobi tem desenho externo mais moderno e tampa de vidro na traseira. Fotos: Divulgação

O cliente entra na concessionária Fiat disposto a comprar um compacto. No showroom encontra dois modelos: um que parece mais moderninho, o Mobi, e o outro já mais conhecido, o Uno. A Folha de Alphaville avaliou uma versão de cada e compara o que eles têm entre semelhanças e diferenças.

O Mobi foi lançado em meados de 2016 e divide plataforma e motor com o Uno, que chegou ao mercado em 2010 e foi reestilizado no segundo semestre de 2016.

O Mobi avaliado, na versão Drive GSR custa R$ 45.990, vem equipado com motor de três cilindros 1.0 e gera 72/77 cavalos de potência (gasolina/etanol). Logo ao entrar já se nota um diferencial: a versão avaliada traz o câmbio automatizado, sem alavanca, e acionado por teclas. É possível dirigi-lo no modo automático ou manual, por aletas tipo borboleta atrás do volante.

Como em quase todas as transmissões automatizadas (que são diferentes das automáticas convencionais) os trancos são inevitáveis e o motorista precisa tirar o pé do acelerador nas trocas de marcha – como se pisasse, de fato, na embreagem. Em subidas, o carro pode mostrar indecisão entre ir de primeira ou segunda marcha, o que pode ser resolvido no modo manual.


Uno, um pouco mais antigo, mudou pouco no design

Já o Uno avaliado, na versão de entrada Drive, de R$ 43.990, traz o mesmo motor do Mobi, mas tendo a caixa manual de 5 velocidades. Apesar da modernidade e teclas do rival, dirigir o Uno dá a impressão de ter um carro mais “na mão”, graças ao bom escalonamento das marchas e engates macios. O Uno é ágil em arrancadas, tem bom torque (força) em baixas rotações e desempenho bem satisfatório na cidade ou estrada.

O consumo deles alcança excelentes marcas, ainda mais em tempos de alta de combustíveis: rodando na cidade, o Mobi Drive GSR faz 9,8 (etanol) e 14 (gasolina) km/l. Na estrada, rende 11,1 (E) e 15,9 (G) km/l. Já o Uno Drive manual alcança em percurso urbano 9,2 (E) e 13,1 (G) km/l e rodoviário, 10,4 (E) e 15,1 (G) km/l. Ponto para o Mobi, que mesmo com câmbio automatizado é mais econômico. Seu menor peso ajuda: enquanto o modelo mais jovem possui 965 kg, o Uno tem 1.010 kg (diferença de 45 kg).

Assim como mais pesado, o Uno é mais comprido (3,82 x 3,56 m), tem a mesma largura do Mobi (1,63 m) e é um pouco mais baixo (1,48 x 1,50 m de altura). Por dentro, o veterano é mais espaçoso (com distância entre os eixos de 2,37 x 2,30 m) e o seu porta-malas leva mais volume (280 x 215 litros).


Mobi: teclas para o câmbio automatizado

Os plásticos mais duros predominam no acabamento do Uno, mas o interior em geral agrada, é funcional e tem comandos à mão. O painel de instrumentos conta com visor digital ao centro, que oferece informações do computador de bordo e pode ter acesso a elas por comandos no volante.
Em termos de conforto, a calibragem da suspensão do Uno é um pouco mais dura do que a do Mobi, mas ambas batalham pelo conforto, apesar do nosso péssimo asfalto.

O Mobi, até por ser um projeto mais novo, tem texturas mais interessantes, mas no final se equivalem no acabamento.
E a diferença de R$ 2 mil dos modelos avaliados se justifica? Por esses preços trazem o básico em equipamentos. O Mobi Drive GSR oferece de série ar, vidros, direção e travas elétricos.


Uno: painel de instrumentos é parecido com o do Mobi

O Uno tem os mesmos itens e se diferencia pelos alertas de limite de velocidade e de manutenc?a?o programada.

No final das contas, a escolha mais racional pende para o Uno, pela maior robustez, espaço e câmbio mais acertado. Se o automatizado for um diferencial importante, só o Mobi o oferece na versão 1.0 – no Uno ele vem a partir da opção 1.3, o que eleva seu preço a R$ 54.990.

Em Alphaville, a Fiat é representado pela Sinal, que fica na al. Araguaia, 1.742.