12/01/2018
ESPORTES
Maratona
Colunista da Folha de Alphaville

Dos 128 times que iniciaram a disputa da Copa São Paulo de Juniores  só um quarto deles continuam na disputa. Muitos dos jogadores que já se foram sequer puderam ser observados. São tantos e tantos times jogando em poucas datas. Isso torna qualquer observação mais criteriosa praticamente impossível.

Dizem que a chamada Copinha é uma vitrine. Mas o que adianta você entrar num shopping para ver vitrines se for obrigado a ficar correndo o tempo todo ao redor delas ?  Como fazer alguma análise com calma nessas circunstâncias?

Outra situação que deve ser analisada é qual a vantagem de uma cidade ao receber jogos dessa competição. Para quem não sabe, qualquer cidade que se candidate a sediar jogos da Copa São Paulo tem que arcar com todos os custos de transporte, alojamento e alimentação das delegações, além de ter gastos para manter locais de treinamento e a própria praça esportiva onde acontecem os jogos.

Em cidades como Cravinhos ou Indaiatuba, por exemplo, onde raramente ocorrem competições de futebol relevantes, tudo bem, não deixa de ser uma atração. Mas, aqui em Barueri, que agora tem um time representando a cidade nas séries B do Brasileiro e A-2 do Paulista, e que via de regra recebe jogos de times grandes, vale a pena gastar dinheiro para receber esse tipo de jogo?

Quando fui secretário de esportes da cidade, mesmo tendo que lutar muito, consegui que não tivéssemos jogos da Copa São Paulo. Além de significativa economia realizamos naquele mês de janeiro um trabalho de replantio e de fortalecimento do gramado da Arena Barueri, que, dessa forma, resistiu bem às inúmeras partidas nele disputadas ao longo do ano.

Ficam as dicas: primeiro para que a Federação Paulista diminua o número de participantes da competição e depois para que apenas cidades apropriadas a tal se candidatem a sediar as partidas.




Jornalista e administrador esportivo. Trabalhou nos principais veículos de comunicação do país, foi gerente de futebol do Grêmio Barueri e secretário de esporte da cidade. Atualmente é âncora e comentarista da Rádio Transamérica.