28/04/2017
ESPORTES
Petecof vence sua primeira prova no Europeu de Kart
Jovem de piloto de Alpha, que está morando na Europa, se concentra nos campeonatos de kart e em melhorar resultados
Lucia Camargo Nunes
Apoio da Raízen, pela Academia Shell Racing, tem sido fundamental em sua carreira. Este ano, o menino de Alphaville está morando no norte da Itália e faz treinamentos intensivos em centro avançado

L onge do Brasil, o jovem piloto de Alphaville Gianluca Petecof, de 14 anos, já mostra grande evolução na temporada que faz na Europa. No domingo (23), ele conquistou a primeira vitória pela etapa inaugural do Campeonato Europeu de Kart da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), em Sarno, na Itália. Ele corre pela categoria OK, último degrau no kartismo antes da transição para os carros, e concentra pilotos mais velhos e experientes. O piloto da Academia Shell Racing e da equipe Tony Kart fez uma grande corrida, conquistando nove posições. “Fica o sentimento de que estamos crescendo e que em breve estaremos onde queremos”, declarou o jovem.
Vivendo na Europa, Petecof vai vencendo obstáculos e conta nesta entrevista exclusiva à Folha sua nova vida e desafios.
Folha de Alphaville – Onde você está mora atualmente?
Gianluca Petecof – Por estar correndo na Europa, este ano estou morando na região norte da Itália, próximo da equipe, por conta dos treinos. Acho importante estar sempre com eles, pois assim posso conseguir o máximo de preparação.

Como está sua adaptação?
A Itália é muito agradável e a adaptação tem sido ótima. Tenho muitas atividades durante as corridas e fora delas também, pois procuramos evoluir em várias áreas. Minha família sempre que pode está comigo por aqui me apoiando.

E como estão os estudos?
No momento, devido à quantidade de viagens, estou no método de estudo a distância, que exige bastante disciplina e empenho, pois o volume de estudo e atividades também são grandes. Mas ainda tenho saudades do Pentágono de Alphaville, deixei muitos amigos e professores e tenho lembranças muito legais de lá.

Correr na Europa é diferente dos EUA?
A Europa é o centro do automobilismo e do kartismo no mundo, lá estão os principais fabricantes de chassis, motores, o nível é muito alto, com grids muito grandes, às vezes mais de 100 pilotos. É o nível mais alto que se pode competir nesse esporte. Parece um pouco como futebol, pois lá estão times como Barcelona, Real Madrid, e no kart é como se fosse o mesmo. As grandes equipes e melhores pilotos estão lá.

Conte um pouco de seu preparo físico e psicológico?
Desde o ano passado, já tenho feito um treinamento mais específico, e agora também frequento um centro avançado, que cuida de pilotos da Fórmula 1, por exemplo. Além da resistência e performance física, eles trabalham a questão da mente, concentração, raciocínio durante o desgaste físico, e isso é muito importante para as corridas.

Quando partirá para um monoposto ou carro de corrida?
Um piloto que pretende seguir carreira profissional pode ir no kart até 15 ou 16 anos, e eu ainda tenho 14. Se os resultados vierem antes do esperado, talvez possamos pensar em algo diferente, mas no momento estou concentrado em aprender o máximo possível na Europa para melhorar meus resultados e ajudar na minha carreira.

Quais são seus planos?
Depois de vários anos correndo no Brasil e EUA, vencendo muitas corridas e principais campeonatos, estou tendo a grande oportunidade de correr na Europa e mostrar que também posso vencer, que é o degrau mais alto que existe. É muito mais desafiador. Estou concentrado em provar que posso me destacar aqui para que eu possa pensar em me tornar um piloto profissional no futuro. Esse é o meu objetivo.