11/01/2018
ECONOMIA
Inflação baixa deve favorecer economia em 2018
 Análise é que neste ano aumento de preços seja maior, mas ainda dentro da meta de 4,5%

O resultado da inflação, comemorado pelo governo nesta semana, deve indicar um cenário semelhante neste ano, quanto aos preços. Na quarta-feira (10) foi anunciado que em 2017 houve 2,95%, de acordo com o IPCA (Ìndice de Preços ao Consumidor Amplo). Para este ano, a perspectiva é que o aquecimento da economia promova uma alta maior, mas ainda dentro do centro da meta de 4,5%, estabelecida pelo Banco Central.

De acordo com o mestre em economia Ricardo Balistiero,
 o resultado foi positivo e pode impulsionar ainda uma nova queda na Taxa de Juros (Selic). “O sinal para 2018 é bastante positivo porque no fundo isso mostra para o mercado algumas coisas, como o fato de o Banco Central estar bastante vigilante com a inflação”, comentou o coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia. 

“A inflação deve seguir muito comportada para o ano de 2018 e gravitar em torno de 4% uma inflação abaixo do centro da meta, e 4,5% para o ano que vem. É uma sinalização bastante positiva de que o Brasil conseguiu”, ressalta.

O economista também cita que o fato de que pela primeira vez houve um descumprimento da meta com o recuo dos preços, ao invés do que ocorreu nos últimos anos, quando houve um estouro do teto da meta. “Mostra que a autoridade monetária retomou o controle e tem conseguido lidar muito bem com os preços”.

Indicadores

Entre os fatores que levaram a baixa inflação em 2017 está o setor de alimentos, que afeta em especial a classe com menor renda. O motivo foi o bom ano da safra brasileira. Com a queda nos preços desses produtos em 4,8%, e também o papel positivo para o índice desempenhado pela Habitação, Transportes, Saúde e Cuidados Pessoais, minimizaram a alta em alguns segmentos como as passagens aéreas (alta de 22,8%) e a gasolina, que encareceu 2,26%.