06/09/2017
ECONOMIA
As novas tecnologias e a obrigação de aprender diariamente
Empresas que não têm como foco aprendizagem perdem em competitividade
Bars é sócio da Nexialistas, uma consultoria de desenvolvimento e treinamento. Foto: Divulgação

Estamos preparados para o futuro? Com essa provocação e mostrando dados que apontam
que 80% dos postos de trabalho no mundo podem desaparecer nos próximos 20 anos,
Anderson Bars abriu o encontro de setembro do +Café+Gestão, organizado pela ABRH-SP
Metropolitana Oeste, em Alphaville. Bars é sócio da Nexialistas, uma consultoria de
desenvolvimento e treinamento.
 
Para ele, todos os mercados já são impactados pela velocidade cada vez maior das
transformações nos negócios, assim como pelo acesso à informação. A grande responsável:
tecnologia. “A gente chama isso de Era Exponencial. Do dia para a noite, tudo pode
acontecer.”
 
Caminho para as empresas 
Encarar essa realidade de forma produtiva é o desafio para as empresas e, principalmente,
para a área de Recursos Humanos. O consultor afirma que o único caminho de sobrevivência é
focar em aprendizagem constante dos colaboradores. “Ou as pessoas aprendem o tempo
inteiro, ou já perco em competitividade no meu negócio.”
 
Mas não adianta achar que as pessoas vão aprender da mesma forma como aprendiam antes.
É preciso investir em novas tecnologias que ajudem na redução de custos e na eficiência dessa
aprendizagem. “Para falarmos disso, precisamos falar de disruptura”, diz Bars, que elenca a
necessidade de as empresas evoluírem e trazerem essa velocidade também para dentro de
seus processos, planejamentos e execuções.
 
“É preciso conhecer o que tem sido feito no mundo em termos de treinamento. Pesquisar
sobre whiteboards [vídeos em que um ilustrador usa de um fundo branco para narrar
algo], falar de realidade virtual e aumentada, infográficos e hologramas.” Apenas alguns
exemplos citados.
 
Ele alerta que as grandes empresas do mundo já têm uma figura chamada Chief Learning
Officer, que atua junto à presidência e outras lideranças. Uma área para pensar como fazer os
colaboradores aprenderem e se desenvolverem e, mais, fazer com que isso se alinhe às
estratégias de todas as áreas da empresa. Saber qual a preferência de aprendizagem das
pessoas também é uma prerrogativa para garantir eficiência. “Estamos em um momento em
que aprendizagem é alavanca estratégica para uma organização.”

Material produzido pela ABRH-SP Metropolitana Oeste