11/05/2017
ECONOMIA
Dia das Mães deve aquecer comércio
Segundo Acib, o crescimento estimado devido à data deve ser de 2% sobre 2016
Haydée Eloise Ribeiro
Comércio faz chamadas nas lojas para atrair clientes nos poucos dias que antecedem o Dia das Mães. Foto: Tânio Marcos/Folha de Alphaville

Segunda data comemorativa mais importante para o varejo nacional tanto em volume de vendas como em faturamento, o Dia das Mães deve aquecer um pouco o comércio. Segundo a Associação Comercial e Industrial Barueri (Acib), assim como na Páscoa, o crescimento esperado no comércio em decorrência do Dia das Mães é de até 2% sobre o ano de 2016. “Levando-se em consideração a atual situação econômica do país é um número considerado bom”, afirma Denis Fernandes, gerente da associação.  

O ticket médio para este ano está entre R$ 80 e R$ 100, sendo os itens de vestuário e cosméticos os principais produtos adquiridos no Dia das Mães. “A expectativa também é de que em torno de 70% dos consumidores farão pagamentos em dinheiro, já pensando, inclusive, em pleitear maiores descontos”, complementa Fernandes.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o próximo Dia das Mães deve movimentar R$ 9,2 bilhões no Brasil, o que representa crescimento de 3,8% em volume de vendas, já descontada a inflação, na comparação com o ano passado. Se o resultado for esse, a data volta a registrar crescimento real no faturamento após dois anos de queda. Em 2015 e 2016, as vendas variaram -0,4% e -9%, respectivamente.

Com essa expectativa, a contratação de trabalhadores temporários pelo setor deve apresentar pequeno crescimento em 2017, de 20,6 mil vagas, na comparação com o mesmo período de 2016, quando foram preenchidas 20,1 mil vagas.

Apesar da maior oferta de postos de trabalho, a taxa de efetivação deve se manter abaixo da média histórica de 5,5%. “A menor efetivação é decorrente de vários fatores, como as condições de consumo ainda frágeis, especialmente no que se refere à lentidão nos processos de retomada do nível de atividade econômica, emprego e crédito, este último, elemento fundamental para a materialização das vendas a prazo”, ressalta Fabio Bentes, economista da CNC.

Artigos de uso pessoal e doméstico e de móveis e eletrodomésticos devem ser os mais procurados este ano, apontando variações de 6,7% e 6,4% em volume de vendas, respectivamente, na comparação com o Dia das Mães anterior.

Ainda de acordo com a CNC, o setor de vestuário e calçados, a previsão é de ligeira alta de 0,5% em comparação com 2016. Esse segmento é o principal ramo do varejo nesta data comemorativa, com cerca de 40% do faturamento total.

Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) mostram que os bens e serviços sazonalmente mais demandados no Dia das Mães acumularam alta de 4,6% nos últimos 12 meses. Essa foi a menor variação registrada em dez  anos.