13/04/2017
ECONOMIA
Duas dicas para superar resistência natural às mudanças
Adaptar-se a novos cenários é uma exigência do mercado de trabalho
VP de RH da Conduent América Latina fez a palestra de abertura dos Grupos de Estudo da ABRH-SP, em Alphaville. Foto: Divulgação

Cristian Parada, vice-presidente de RH da Conduent América Latina, tem essa preocupação no radar: “Quando enfrentamos uma mudança vem aquela sensação de incômodo, medo, raiva, no limite chega ao pânico. Estamos aí falando de sentimentos tóxicos, que têm influência muito negativa na qualidade das decisões que a gente toma tanto na vida pessoal quanto na profissional”.

Cristian falou sobre o tema para convidados na abertura dos Grupos de Estudos da ABRH-SP, na Universidade do Hambúrguer, em Alphaville. Ele alerta: “Se permitirmos que esses sentimentos tóxicos nos dominem, vamos ter problemas. Como neutralizar esses sentimentos”?

Para explicar melhor, ele destacou o pensamento de Nietzsche, que destruía os conceitos normalmente aceitos e não colocava nenhum outro no lugar. E da frase do filósofo: “As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras”. Cristian contou histórias da sua trajetória que exemplificam como gestores deixaram de trazer bons negócios para a empresa por sucumbirem a limites criados por eles mesmos.

Outra frase que destacou para nos inspirar nas transições é a da José Ortega y Gasset: “Eu sou eu e as minhas circunstâncias”. E, finalmente, citou o autor de Sapiens, best-seller do momento, Yuval Harari, em que ele mostra como criamos narrativas para justificar situações: “Se não estudamos para a prova e nos damos mal, dizemos ‘Ah! O professor não ensinou direito’. Quantas dessas narrativas não construímos para resistir ao novo?"

Segundo ele, em um mundo em que o conhecimento muda em menos de cinco anos, com o marketing digital, a nanotecnologia, a internet das coisas e a globalização, é preciso encontrar talentos que acompanhem e avancem nesse ritmo: “Duas dicas: não tenha medo das coisas que não conhece. Conheça primeiro. Se continuar com medo depois é outra história. Segunda: não coloque limites que você não tem”.

Conteúdo cedido pela ABRH-SP Metropolitana Oeste