20/04/2017
COLUNISTAS
Leco continua
Colunista da Folha de Alphaville

Ao derrotar o oposicionista José Eduardo Mesquita Pimenta por 123 votos a 102, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, foi reeleito na terça-feira presidente do São Paulo, garantindo mandato até o final de 2020.  E o que isso significa?  Foi bom ou ruim para o clube?
Acima de qualquer nome o que parece ser mais importante para o São Paulo no momento é buscar o caminho da pacificação. Nos últimos anos a política anda muito conturbada. Houve agressões físicas entre dirigentes, presidente afastado, denúncias explícitas de corrupção, houve de tudo. E quem perdeu foi a instituição. Quando um clube que tem no futebol sua atividade principal se radicaliza politicamente os reflexos no campo de jogo são imediatos e inevitáveis.

Leco agora terá tempo. Recebeu dos conselheiros um mandato de quase quatro anos, já que, a partir da próxima eleição, a data do pleito foi alterada para dezembro. Será obrigado, ainda, a profissionalizar totalmente o clube. O novo estatuto exige isso. Cabe a ele escolher bem os assessores. O momento é delicado financeira e futebolisticamente.

De outra parte, a oposição tem o dever cívico de se recolher e aceitar a derrota. Sem, é claro, abrir mão do dever de fiscalizar os passos da diretoria que virá por aí. Num cenário ideal todos se uniriam em prol da instituição. Mas nós, que já vivemos situações semelhantes no futebol e na política partidária, sabemos que não é assim que a banda toca.

O que os torcedores esperam é que a incrível seca de bons resultados por que passa o até outro dia Soberano acabe logo. Mas, para isso, o binômio  competência administrativa-paz política  é absolutamente fundamental. Cabe aos homens investidos das respectivas funções colocar isso em prática rapidamente. Os que verdadeiramente amam o São Paulo Futebol Clube não aguentam esperar mais.




Jornalista e administrador esportivo. Trabalhou nos principais veículos de comunicação do país, foi gerente de futebol do Grêmio Barueri e secretário de esporte da cidade. Atualmente é âncora e comentarista da Rádio Transamérica.