09/01/2018
CIDADE
Cresce 473% número de imóveis vendidos na região
Os dados são do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), referentes ao mês de outubro
Gláucia Arboleya
Maior procura foi por imóveis de dois dormitórios (Alexey Laputin)

De acordo com uma pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), divulgada em dezembro, referente ao mês de outubro, as cidades da Região Metropolitana de São Paulo (exceto a capital) somaram 2.350 unidades vendidas. O  número representa um aumento de 473,2% em comparação
às 410 unidades comercializadas no mês de setembro. Com relação às vendas de outubro de 2016, de 276 imóveis, foi registrada alta de 751,4%. 

A Grande São Paulo encerrou outubro com 9.582 unidades disponíveis para  venda, volume abaixo do registrado em setembro (9.675  unidades). A oferta disponível é composta por imóveis na  planta, em construção e prontos, lançados nos últimos 36  meses (novembro de 2014 a outubro de 2017). Segundo a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônoo (Embraesp), em outubro,  os novos imóveis totalizaram  2.412. Comparado  com as 260 unidades de setembro, houve  crescimento de 827,7%. Em relação ao mesmo mês do ano  passado, quando foram lançadas 112 unidades,  o aumento foi de 2.053,6%. 


O interesse dos compradores predominou pelos imóveis de dois dormitórios, com lançamentos de 1.696 unidades  e vendas de 1.762. Esse tipo de
imóvel registrou a maior quantidade ofertada (6.102) na região e o melhor VSO (Venda Sobre Oferta) de 22,4% no mês.  A faixa de área útil entre  45  metros quadrados a 65 m² apresentou a maior quantidade de lançamentos (1.374 unidades) e de vendas (1.386 unidades); o maior VSO (24,5%) foi dos imóveis de 66 m² a 85 m², resultado das vendas de  575 unidades sobre a oferta de  2.343 oportunidades. 


Para o presidente do Sindicato da Habitação Flavio Amary, mesmo diante de desafios, as perspectivas para  2018 são positivas, “porque os  indicadores estão em melhora contínua, a inflação está controlada, a taxa básica de jurosalcançou seu menor nível histórico e a geração de emprego  começa a elevar”.