01/12/2017
CIDADE
Jovem é ouro em competição nacional de ensino
Aluna do Emef Gilberto Florêncio é uma das campeãs
Katherine Cifali
ENSINO. A aluna Stephany Nunes de Souza, de 15 anos, com professora Andreia Lessandra foto:Victor Silva/Folha de Alphaville

A estudante de Barueri Stephany Nunes de Souza, do 9º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Gilberto Florêncio, trouxe para a cidade a medalha de ouro da 13ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP).

A jovem de 15 anos que estuda na escola Gilberto Florencio desde o 6º ano foi uma entre 576 estudantes a levar o ouro na competição.
Ao todo mais de 18 milhões de alunos participaram de 53.231 escolas do país. Stephany foi uma das 116 do estado de São Paulo em primeiro lugar na olimpíada e a única de Barueri.

As provas foram divididas em duas etapas. A primeira aconteceu nas escolas municipais em que os alunos estudam e a segunda num sábado.
“Eu tinha ficado muito nervosa antes da segunda fase. Comecei a fazer muitos exercícios das provas anteriores. Queria ir bem, mas não sabia que eu era capaz de ganhar a medalha ouro”, conta Stephany, que se dedicou muito para a competição.

A jovem estava em casa quando descobriu sua classificação na prova. “Eu fiquei atualizando o site toda hora para ver minha colocação. Quando vi o resultado foi um choque, comecei a gritar”, relembra ela.

O prefeito de Barueri Rubens Furlan (PSDB) prestou suas homenagens à aluna e aos demais alunos da rede de ensino da cidade.
Além de Stephany, Barueri conquistou 8 medalhas de prata, 33 de bronze e 256 menções honrosas. Esta foi a melhor marca da história de Barueri na competição.

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas existe desde 2005 e vem incentivando alunos em todo o país. Mas não só os alunos. Professores como Andreia Lessandra Gomes Fernandes, que ensina Educação Básica II na escola Gilberto Florêncio, e acompanha a vida escolar de Stephany desde o 6º ano, deu toda a assistência aos alunos durante a competição.

Stephany ainda não sabe qual carreira vai seguir, mas mostra interesse pela área de engenharia civil ou economia e vê esta medalha de ouro como motivação, para ela e outros alunos.

“Eu sou uma pessoa comum. Qualquer um que se dedicar pode ganhar essa medalha. Antes eu não acreditava muito em mim mesma, mas eu me esforcei e acreditei bastante. Isso foi fundamental para o resultado final”, completou a aluna.