24/11/2017
CIDADE
Calçadas possuem trincas e buracos
 Moradores reclamam de qualidade das novas calçadas da av. Marcos Ulhôa
Haydée Eloise Ribeiro
Defeitos. Llahira Arango Gómez e Alexandre Bandeira em um dos trechos quebrados da nova calçada. Fotos: Victor Silva/Folha de Alphaville

Rachaduras, trechos quebrados, não continuidade do asfalto, pedaços de madeira e buracos. Alguns trechos da nova calçada já construída da avenida Marcos Penteado de Ulhôa Rodrigues, do Colégio Tom Jobim até a avenida Yojiro Takaoka, já estão danificados, reclamam moradores do Tamboré.

O gaúcho Alexandre Bandeira, consultor de investimentos, sempre passava nesse trecho até o ponto de ônibus na avenida para seguir de manhã para o trabalho em São Paulo. Ele viu todo o processo de construção da calçada.

“Ela já está cheia de rachaduras e várias pegadas. Além disso, sempre caminhava com minha filha de carrinho quando ela era menor. Não há declive para passar na esquina”, conta Bandeira.

Falta de continuidade. Trechos sem rebaixamento


Ele lembra que quando queriam isolar o trecho que acabavam de fazer, o isolamento, para ele não era adequado. “Os operários colocavam uma fita amarela com uma pedra de cada lado apenas, ou um pedaço de madeira”, explica Bandeira.

O consultor ressalta que a iniciativa de criar a calçada é muito boa. “Porém, é preciso inspecionar depois a obra concluída. Há pegadas desde a primeira etapa de construção”, destaca ele.

Outra questão observada por Bandeira ao caminhar pela calçada da Marcos Penteado são as bocas de lobo. Uma delas, inclusive, chama a atenção pelo tamanho de sua abertura. “Uma criança pode cair dentro da boca de lobo. Isso representa um grande perigo”, explica o consultor de investimentos.


Grande. Boca de lobo aberta assusta quem passa por ali

“Como incentivar as pessoas a deixarem os carros na garagem e caminhar contemplando o que o bairro tem de mais bonito, que é a natureza, com obras desse tipo?”, questiona ele.

A moradora e administradora de empresas Llahira Arango Gómez, que costuma caminhar nessa avenida, também acha uma boa iniciativa fazer a calçada. Mas também nota os problemas que surgiram. “A calçada é necessária. Temos uma avenida que a cada mês vê o trânsito aumentar; temos escola ao redor. Precisamos de calçadas que sejam seguras para o pedestre transitar. Acho um insulto receber uma calçada dessa forma pela quantidade de impostos que pagamos”, afirma Llahira.

Em alguns pontos, ela precisa descer até a via para conseguir andar. “E os carros vem a mil por hora. Aos finais de semana tem muita gente caminhando e correndo. Qualquer pessoa andando desatenta pode torcer o pé”, ressalta a moradora. E acrescenta: “Essa avenida era linda, plana, um tapete. Aprendi a dirigir aqui”, conta a administradora de empresas.

Eles acreditam que esses defeitos também têm a ver com a qualidade do concreto. Os dois moradores destacam ainda que esse trecho tinha um gramado bonito ao lado da calçada, e junto ao muro do Tamboré 3.

O engenheiro mecânico Roberto Gallego também questiona a qualidade das calçadas. “Há trechos com e outros sem calçada, partes já danificadas, com marcas fundas de sapatos e desnivelamentos”, diz Gallego.

O calçamento da avenida Marcos Penteado de Ulhôa Rodrigues está sendo feito aos poucos. A vereadora Sabrina Colela (PSC) explica que essa obra foi parada por um tempo para que os operários auxiliassem nas calçadas da avenida Paiol Velho. “Em breve as obras serão retomadas”, afirma Sabrina.

Em relação aos trechos com trincas, entre outras questões, a vereadora diz ter acionado a secretaria de Obras. “Acionei o setor responsável. Os locais que precisam de retoques serão refeitos e, assim, dar continuidade da obra em toda extensão da avenida,
tanto a ida como a volta da via”, afirma Sabrina.

Moradores da região têm reclamado também de buracos na Marcos Penteado e em vias que desembocam nela. Alguns já estão sendo fechados pela prefeitura ou reparados pelas concessionárias que os abriram.

Pegadas. Algumas delas profundas marcam o concreto