15/06/2017
CIDADE
Barueri faz mutirão para doar sangue
Coordenador ressalta que doações devem ser perenes e não apenas pontuais
Doação no HMB funciona de 2ª a 6ª, das 8h às 16h. Foto: Divulgação

Barueri participa da campanha Junho Vermelho, que visa conscientizar a população para doação de sangue. Além do posto de coleta no Hospital Municipal Doutor Francisco Moran (HMB), que funciona por meio da Fundação Pró-Sangue, a prefeitura de Barueri programa mutirões de coleta.

Em 22/6 será das 9h às 17h, e no dia 23, das 9h às 15h, a secretaria de Saúde promove o Dia de Doar, com estrutura especial montada para coleta de bolsas de sangue, no Centro de Eventos (av. Pastor Sebastião Davino dos Reis, 672, Vila Porto).

De acordo com a coordenadoria do Banco de Sangue de Barueri, no HMB, a apesar das ações pontuais, as doações devem ser constantes. “As campanhas são essenciais, as pessoas se mobilizam e doam, porém, o ato de doar é esquecido e lembrado apenas quando a pessoa se depara com um parente internado. Desta forma, é importante lembrar que a doação tem que acontecer de forma perene”, diz o médico hemoterapeuta Francisco Augusto Porto.

O doador deve ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 kg e ter boas condições de saúde. No dia que for doar é importante também que esteja alimentado (evite alimentação gordurosa 4 horas antes da doação) e descansado (ter dormido pelo menos 4 horas antes da coleta).

Para doar é obrigatória a apresentação do documento de identificação original com foto emitido por órgão oficial. Mais informações, ligue para o Banco de Sangue do HMB: 2575-3375. Já a secretaria de Saúde atende no 4199-3100.

Hospital oferece tecnologia de proteção a quem doa sangue

Há uma preocupação com o risco de contrair doenças virais, como a febre amarela, dengue, chikungunya e zika, não só por meio dos mosquitos, mas também pela transfusão de sangue. Isso pode acontecer por não haver testes de triagem que identifiquem esses tipos de vírus no processo de doação de sangue.

Para proteger a segurança do fornecimento de sangue, a Anvisa aprovou, recentemente, um sistema de inativação de patógenos que impede a infecção do paciente por meio de uma transfusão de sangue. A nova tecnologia para proteger pacientes de sangue contaminado em transfusão começa a ser utilizada com pelo Hospital Sírio Libanês. “A propagação contínua de patógenos emergentes como zika, dengue e, agora, febre amarela, pode impactar negativamente a disponibilidade local de plaquetas devido ao adiamento das doações. Por exemplo, as vacinas estão disponíveis para a prevenção da febre amarela e são essenciais para a saúde pública; no entanto, como um banco de sangue, enfrentamos o desafio de adiar doações por até quatro semanas após a vacinação”, afirma Dr. Silvano Wendel, médico presidente do Instituto de Hemoterapia Sírio-Libanês.

“A implantação do Sistema Sanguíneo irá nos ajudar a manter o estoque de plaquetas durante tais surtos de arbovírus através da mitigação proativa de patógenos que apresentam sérios riscos de infecção transmitida por transfusão. Também implantaremos o Intercept para proteger nosso estoque de plasma”, conclui o Dr. Wendel.